Cristina Palmaka.

A SAP Brasil acaba de avançar um degrau na certificação de igualdade de gênero no trabalho EDGE, sendo a primeira companhia do país com o nível Move.

Lançado em 2011 no Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça, o EDGE tem um nível de entrada, chamado de Assess, um intermediário, chamado Move e o máximo, batizado de Lead.

A diferença é que no primeiro nível os participantes se comprometem com metas e no segundo eles precisam já ter atingido alguns marcos relativos a paridade de salários e práticas de RH.

A certificação está ativa em 200 organizações de 50 países, mas ainda engatinha no Brasil. Além da SAP, também estão no programa a Capgemini, L’Oréal e Zurich Seguros.

A SAP tinha o objetivo de alcançar 25% de mulheres em posições de gerência até o final de 2017, o que aconteceu com seis meses de antecedência. 

Também é verdade que a SAP já estava adiantada: na época, 24,1% da liderança da empresa e 32,5% de todos os funcionários eram mulheres.

O conselho da empresa, então, estendeu o comprometimento ao aumento de 1% por ano até 2022, alcançando um total de 30%. 

No Brasil, os cargos de gerência ocupados por mulheres representam 27% do total.

"O nosso propósito é garantir que os colaboradores, processos e tecnologias permitam um ambiente sem preconceitos", ressalta Cristina Palmaka, presidente da SAP Brasil.

Cristina assumiu a SAP em 2013, vinda da Microsoft, e é uma das poucas mulheres à frente de uma grande organização de TI no país, junto com Paula Bellizia, presidente da Microsoft no Brasil.

A SAP conta com diversos programas de diversidade e inclusão como o Business Women's Network, uma rede de funcionários focada na igualdade de gênero e desenvolvimento de talentos femininos. 

Mais de 15% dos funcionários na América Latina e Caribe fazem parte da iniciativa. Um dos objetivos da SAP é atrair, reter e desenvolver talentos femininos, o que ajudará a aumentar o número de líderes mulheres.

Outra iniciativa é o Pride@SAP, uma rede de funcionários que apoia a inclusão da comunidade LGBT, presente em diversos países do mundo e com aproximadamente 20% dos colaboradores da América Latina e Caribe. 

Outra ainda é a Ethnicities@SAP, uma rede de funcionários voltada à conscientização dos colaboradores e inclusão das minorias de toda e qualquer raça ou etnia.