APORTES

Ex-Softbank criam fundo focado em SaaS

16/02/2022 15:56

A Cloud9 Capital pretende investir em startups fora do radar das outras gestoras de venture capital.

Noah Stern, uma das sócias da Cloud9 Capital. Foto: divulgação.

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Uma dupla de gestores egressos do Softbank acaba de lançar no mercado o Cloud9 Capital, seu novo fundo de venture capital focado em startups de Software as a Service (SaaS) que ainda não entraram na rota tradicional de investimentos.

O primeiro deles é Felipe Affonso, que atuava no banco japonês desde 2019, período em que foi vice-presidente e diretor. Anteriormente, fez parte do GIC, fundo soberano de Singapura, além de ter passado pela GP Investimentos.

Junto a ele, está Noah Stern, também investidora do Softbank desde 2019, com histórico de cinco anos na Goldman Sachs, primeiro no Brasil e posteriormente em Nova York, em um grupo focado em tecnologia.

Para compor a equipe de sócios do fundo, a dupla convidou Rafael Serson, economista do Insper que integrou a área de private equity da Kinea. 

Desde o ano passado, o trio já captou R$ 280 milhões, a maior parte junto a investidores institucionais, single e multi family offices. Em torno de seis meses, a meta é alcançar a marca de R$ 400 milhões captados.

O primeiro investimento deve ser anunciado nas próximas semanas e o plano é apostar em cerca de 10 startups ao longo dos próximos três anos. O cheque padrão será de R$ 20 milhões, podendo variar de acordo com as necessidades da investida.

A preferência é por startups voltadas aos mercados de saúde, educação e consumo que adotem software as a service (SaaS) como modelo de negócio. 

As buscas têm sido ativas, com pesquisa nos setores que mais interessam, bem como startups brasileiras com modelos de negócios similares a outros que já deram muito certo no exterior. Segundo Stern, as melhores indicações chegam via rede de contatos.

De acordo com os sócios, o objetivo do fundo é “transformar as regras do jogo”, onde, muitas vezes, um MBA internacional ou um unicórnio no currículo dos sócios acaba pesando mais na decisão de investimento — o que acaba deixando muitos empreendedores excepcionais de fora.

“Nós buscamos empresas com produtos provados no mercado, tração relevante e um modelo escalável, mas cujos fundadores, por algum motivo, não tiveram acesso a cheques relevantes das gestoras tradicionais de venture capital”, explica Affonso.

Outros fatores pontuados para a rejeição são a localização fora dos principais pólos de inovação do país, uma base acionária sem a presença de nomes institucionais de peso ou uma participação dos fundadores muito diluída.

No caso do Cloud9, alguns critérios valorizados pelos gestores são a capacidade de execução dos empreendedores, qualidade do time, tamanho do mercado para o qual a startup se volta, potenciais de escala e de competição frente aos pares e, ainda, eficiência financeira.

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