Funcionários do Serpro. E se um espirra? Foto: Serpro.

O Serpro, estatal federal de TI, colocou em regime de home office uma série de funcionários em perfis de risco nesta sexta-feira, 13, como reação à pandemia do coronavírus.

Estão incluídos na lista funcionários a partir de 65 anos de idade, gestantes ou casados com uma gestante,  portadores de imunodeficiência ou com as seguintes doenças respiratórias (asma, bronquite crônica e enfisema), que residam com pessoa que esteja em quarentena ou que tenham voltado de férias nos últimos 14 dias e estiveram em países com surto de Covid-19.

O Serpro não chega a informar quantos dos seus 10 mil funcionários espalhados por todo o Brasil se enquadram em alguma dessas categorias, mas parece razoável supor que estamos falando de um grupo relativamente pequeno.

A medida visa “reduzir as possibilidades de contágio no ambiente de trabalho”, retirando do ambiente laboral perfis que ofereçam risco de contágio ou para os quais uma eventual infecção oferece mais riscos.

A política do Serpro, por outro lado, não tem efeito quando o assunto é diminuir concentrações e uso dos serviços públicos de transporte, duas das diretrizes que tem guiado as orientações das autoridades da área de saúde.

Até agora, poucas empresas de TI vieram a público anunciar medidas de home office, mas quem veio propôs abordagens mais agressivas, ainda que com tempo ou escopo limitado.

Até agora, já Neogrid (700 funcionários) e E-Core (320) comunicaram a implantação de home office para todos nesta semana.

É uma espécie de teste, que provavelmente pode ser ampliado nas semanas seguintes, a medida em que a crise se aprofunda.

Já a Linx (3,5 mil funcionários), adotou uma espécie de home office rotativo, com turnos, sem abrir maiores informações sobre critérios ou abrangência.

Além do trabalho domiciliar, o Serpro está, sistematicamente, suspendendo viagens, reuniões, treinamentos e eventos presenciais, em linha com o que a maioria das empresas de TI já vinha fazendo.

A empresa também divulgou uma série de medidas, incluindo suspensão temporária da exigência de registro de biometria digital na utilização das catracas de acesso às instalações, intensificação da higienização dos pontos de maior circulação de pessoas e ampliação da disponibilidade de álcool em gel 70%.

Até o momento, o setor de TI tem sido bastante modesto nas suas medidas para prevenir o coronavírus, o que é curioso, tendo em conta que a maioria das empresas do setor vende para outras companhias a promessa de ser capaz de promover grandes alterações no modo de trabalho por meio de tecnologia, a chamada “transformação digital”.