Katia Vaskys, gerente geral da IBM Brasil.

A IBM anunciou a inauguração de dois novos data centers para nuvem pública no Brasil, em Santana de Parnaíba e Alphaville, que se somam ao já existente em Jundiaí.

Todos os centros, como a maioria desse tipo de estruturas no país, ficam em São Paulo, mais particularmente na região metropolitana da capital paulista.

A IBM não abriu nenhuma informação técnica mais relevante sobre os data centers. 

Na verdade, a nota inicial não dizia nem onde eles ficavam, o que, para seu crédito, a IBM respondeu prontamente quando questionada sobre pela reportagem.

O data center de Jundiaí foi inaugurado em 2015, quando a empresa revelou que ele tinha capacidade para 9 mil servidores e potência de 2.8 MW. É de se supor que os dois novos fiquem nessa escala.

A empresa tem ainda um data center em Hortolândia, onde a empresa já vem investindo a mais de uma década, mas ele não está envolvido com nuvem pública.

As inaugurações são importantes porque marcam o início da  primeira IBM Cloud Multizone Region (MZR) na América Latina.

Com mais de um data center de nuvem pública no país, os clientes podem rodar seus sistemas em um e fazer o backup em um segundo, o que aumenta a segurança dos dados.

A configuração também elimina a necessidade de armazenar dados fora do país, o que é um limitador para muitas empresas em setores regulados, como serviços financeiros, governo e telecomunicações, entre outros. 

Apesar de estarem relativamente próximas entre si, as três zonas são independentes umas das outras, garante a IBM, afirmando que os clientes podem ter “certeza” de que quaisquer eventos de falha em potencial afetam apenas uma única zona.

“Com orgulho expandimos nossos investimentos e presença no Brasil oferecendo altos níveis de confiabilidade, segurança e controle para criar novos modelos de negócio baseados em uso massivo de dados e inteligência artificial, e apoiados em nuvem híbrida”, afirma Katia Vaskys, gerente geral da IBM Brasil. 

Nesta primeira fase, estará disponível um conjunto de soluções de infraestrutura como serviços e de armazenamento, que ajudam a fornecer segurança e controle do tráfego da rede, proteção de dados sensíveis, sistemas de backup e recuperação.

Ao longo de 2021, o catálogo de IBM Cloud continuará a ser lançado, oferecendo opções de serviços de plataforma para ajudar os clientes a implementar rapidamente arquitetura e aplicações de missão crítica em ambientes de nuvem híbrida e capacidades de inteligência artificial com IBM Watson, blockchain, IoT e analytics.

MICROSOFT TAMBÉM TEM

A Microsoft fez um anúncio similar ao da IBM em outubro do ano passado, ao anunciar a abertura de uma nova região de nuvem no Brasil, baseada no Rio de Janeiro, complementando a já oferecida a partir de São Paulo desde 2014.

As chamadas zonas de disponibilidade são locais isolados de falhas em uma região da Azure, fornecendo energia redundante, resfriamento e rede. Elas somam hoje um total de 65 regiões, espalhadas por 90 países ao redor do mundo (na América Latina, apenas Brasil e México).