Qual é o seu portão? Foto: flickr.com/photos/stenza/

O Ciência sem Fronteiras passou a oferecer a oportunidade de subsídio estatal para interessados em fazer pós-doutorado no exterior.

A extensão do programa foi anunciada no Diário Oficial nesta terça-feira, 16. Até agora, estavam incluídas bolsas apenas para cursos de graduação e pós-graduação já eram oferecidas.

A meta do governo é oferecer 101 mil bolsas de estudo até 2015. No total, 75 mil serão oferecidas pelo governo federal, as demais contarão com o apoio da iniciativa privada.

As áreas consideradas estratégicas para o Ciência Sem Fronteiras são: as engenharias e demais áreas tecnológicas; Ciências Exatas e da Terra; Biologia, Ciências Biomédicas e da Saúde; Computação e Tecnologias da Informação; Tecnologia Aeroespacial; Fármacos; Produção Agrícola Sustentável; Petróleo, Gás e Carvão Mineral; Energias Renováveis;  Tecnologia Mineral; Biotecnologia;    Nanotecnologia e Novos Materiais; Tecnologias de Prevenção e Mitigação de Desastres Naturais; Biodiversidade e Bioprospecção; Ciências do Mar; Indústria Criativa (voltada a produtos e processos para desenvolvimento tecnológico e inovação); Novas Tecnologias de Engenharia Construtiva; e Formação de Tecnólogos.

FALTA IDIOMAS
Em nível de pós-doutorado, o governo não deve enfrentar um problema para a concessão de bolsas para pesquisadores menos experientes: a falta de conhecimento de inglês;

Dados obtidos nesta semana pelo Terra apontam que de um total de 22.885 bolsistas que estudam no exterior por meio do programa Ciência sem Fronteiras, 2.935 estão em Portugal, o que corresponde a praticamente 13% do total.

Para participar de intercâmbios em países que falam inglês, espanhol, francês, entre outros idiomas, o estudante precisa demonstrar domínio da língua, por meio de testes de proficiência.

No novo edital do Ciência sem Fronteiras, o governo decidiu baixar o nível de conhecimento necessário para passar.

O Toefl, por exemplo, um dos exames aplicados para se avaliar o nível dos alunos, teve a exigência de 72 pontos diminuída para 42.

Além disso, ficou decidido que os estudantes vão receber um curso presencial quando chegarem ao país para melhorar o conhecimento da língua.