Alta concorrência na nuvem. Foto: divulgação.

A Microsoft anunciou nesta terça-feira, 16, novidades para engrossar a concorrência na nuvem, equiparando os preços da Windows Azure com os da Amazon Web Services.

A novidade acompanha o lançamento dos Serviços de Infraestrutura do Windows Azure, funcionalidade em nuvem híbrida que permite aos clientes mover suas aplicações para ambiente virtual.

Quanto aos valores, a paridade de preços com a AWS, líder do mercado que em 2012 teve uma receita de US$ 1,8 bilhão, será em serviços como computação, armazenamento e largura de banda.

Para ter uma ideia, com o novo preço, na cotação no site do Azure, uma máquina virtual de porte médio com opções máximas de largura de banda, banco de dados SQL e suporte técnico sai por aproximadamente R$ 2,5 mil.

Segundo reporta a empresa em seu blog, a companhia pretende reduzir os preços de máquinas virtuais e serviços de nuvem de 21% a 33%. Independentemente de como você optar pela compra do Windows Azure, o cliente terá o benefício da redução de preço.

“Se você tinha dúvidas sobre o Windows Azure ser mais caro, hoje, nós estamos colocando de lado estas preocupações”, disse Steven Martin, gerente geral de operações da Microsoft.

Na nova versão do Azure, a Microsoft adicionou maior memória (28 GB 4-core e 56 GB 8-core) e um novo número de instâncias incluindo SQL Server, SharePoint, Biztalk Server e Dynamics NAV.

Segundo apontam analistas, este é o movimento mais agressivo realizado pela empresa de Redmond, e a companhia espera levar um bom número de clientes AWS para o seu cercado com esta medida.
 
De acordo com a Microsoft, a mudança vai de encontro à demanda dos clientes, que querem os pontos fortes dos investimentos locais (on-premises) e a flexibilidade da nuvem.

"Não é apenas a conversa entre Infraestrutura como Serviço (IaaS) ou Plataforma como Serviço (PaaS), mas sim o poder dos Serviços de Infraestrutura e Serviços de Plataforma emm cenários híbridos", diz o texto do anúncio no blog oficial da companhia.