Al Pacino, no papel do mercador de Veneza.

O mercado de ações ocupa um espaço na mente de todo brasileiro. É quase inevitável. Isso não significa que todo brasileiro invista em ações. Apenas uma minoria da população efetivamente negocia ações na Bovespa. 

Mas, mesmo quem ainda não opera na bolsa tem contato com o índice Bovespa. É uma convivência diária. Há quem invista visando o longo prazo, e há aqueles que preferem o day trade, de curto prazo. Para operar no curto prazo atualmente, é fundamental algum tipo de ferramenta de otimização e automação. Uma opção é a Iq Option.

O mercado está de mau humor, diz a moça da TV. Ações disparam, diz a capa do jornal. Assim, acompanhamos o sobe e desce da bolsa, essa entidade tão presente quanto misteriosa. Afinal, o que é a bolsa? Quem faz mercado? Por que é tão importante? 

A bolsa de valores é apenas o local onde as ações são negociadas. Quem faz o mercado são as pessoas. Milhares de pessoas. E a bolsa é importante por mais de um motivo. Primeiro, serve de barômetro da economia real. Mas, acima de tudo, é uma das melhores opções de retorno sobre investimento já inventadas pela sociedade moderna.

O contato inicial que as pessoas têm com a bolsa de valores normalmente tem relação com planos de longo prazo. A bolsa seria, assim, uma alternativa à poupança como forma de reserva de valor. Nesta modalidade de longo prazo, o trabalhador ou o empresário é orientado a montar uma carteira de ações diversificada. 

Ou seja, adquirir ações de várias empresas diferentes, de setores distintos. Dessa forma, o risco de se perder valor é muito reduzido. Professores de finanças costumam dizer que, dada uma carteira bem diversificada, o perigo se resume ao chamado “risco sistemático”, que é quando algum fator externo atinge a todos os negócios ao mesmo tempo.

Quando William Shakespeare escreveu O Mercador de Veneza, no finalzinho do século XVI, ele não tinha em mente o mercado de ações. Mas um dos personagens, o mercador Antonio, descreveu a diversificação de ativos.

“Meus empreendimentos de risco não estão aplicados em um único casco de navio, tampouco vão eles para um único lugar; também não depende todo o meu patrimônio dos desígnios deste ano.”

Através desta fala, Antonio buscava demonstrar que tinha muita confiança na diversificação dos seus negócios, e que seus navios navegavam por diferentes mares. A probabilidade de ir à bancarrota seria mínima. Para seu infortúnio, uma série de acontecimentos improváveis, de vendavais a piratas do mar, aconteceram ao mesmo tempo.

Na bolsa, em investimentos de longo prazo, é muito raro se perder dinheiro. Salvo quando uma crise muito rara acontece. Será a pandemia do Covid-19 um desses acontecimentos raros? Ainda não sabemos.