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A Motorola Solutions vai investir US$ 2 milhões em um projeto de testes de soluções de segurança pública baseadas na rede LTE (Long Term Evolution), implementada na frequência de 700 MHz, com o Exército Brasileiro.
 
Trata-se do primeiro trial deste tipo de solução realizado pela companhia na América Latina, segundo Eduardo Stefano, presidente da Motorola Solutions Brasil.
 
Os testes envolvem soluções de vigilância via rede de banda larga móvel, envolvendo, por exemplo, a transmissão de dados gravados por câmeras em tempo real para telas de salas de monitoramento do Exército.
 
Para o projeto, a Motofola instalou três sítios em Brasília, sendo que a área de cobertura da rede abrange a Esplanada dos Ministérios e o Centro de Comunicações e Guerra Eletrônica do Exército (Ccomgex), mas poderá ser usada por qualquer outro órgão de segurança da capital federal.
 
“A implementação do trial foi um sucesso e esperamos ter, já ao longo dos próximos meses, a experimentação de alternativas de uso em situações reais”, ressalta o general Santos Guerra, comandante do Ccomgex.
 
O contrato é semelhante a outros três que a Motorola Solutions mantém, já em fase de implementação comercial, nos EUA (Califórnia, Texas e Mississipi), e testes em andamento em Israel, Hong Kong, Austrália e Abu Dabi.
 
“O uso de redes LTE na frequência de 700 MHz para a segurança pública já foi aprovado nos EUA e Canadá, sendo considerada a melhor alternativa, por suportar diversas aplicações de voz, dados e vídeo”, destaca Stefano.
 
Segundo ele, as redes LTE podem ser compartilhadas também para aplicações em outras áreas, como educação, saúde e transporte.
 
No caso do Exército Brasileiro, ele destaca a escolha como primeiro parceiro de trial de LTE na América Latina por conta de dois motivos: a abrangência permitida às provas e o mercado em aberto com a Copa de 2014 e Olimpíadas de 2016.
 
“A organização atua em todo o território nacional e também em missões fora do país”, destaca Stefano. “Com a proximidade dos grandes eventos esportivos sediados no Brasil, a adoção dessa tecnologia se mostra vital”, finaliza.
 
A parceria com a Motorola é mais uma das ações da movimentada TI do Exército Brasileiro, que em janeiro deste ano, por exemplo, trocou sua base de antivírus da espanhola Panda pela paulista Bluepex.
 
O projeto, fechado com o Ccomgex, compreende 60 mil licenças do AVware e implantação de um laboratório de análise de vírus nas instalações militares de Brasília.
 
Assim como foi com a Panda, o contrato com a BluePex também tem duração de dois anos.
 
De acordo com o general Santos Guerra, o novo fornecedor foi escolhido via licitação e atende a diretrizes traçadas na Estratégia Nacional de Defesa, aprovada pela presidência da república em 2008 prevendo o fomento ao uso de tecnologias nacionais.
 
Pelo contrato, a Bluepex também disponibiliza ao exército o código fonte do antivírus e dá acesso a seu laboratório para o treinamento de efetivos militares na preparação de vacinas contra ataques virtuais.
 
Os termos são semelhantes ao acordo firmado anteriormente com a Panda, que em 2010 havia anunciado a implantação de 37,5 mil licenças de software, treinamento de 700 oficiais, suporte e cooperação tecnológica com a entidade brasileira.
 
Na época, a companhia espanhola venceu uma licitação com proposta 71 vezes mais baratas que o valor inicialmente estimado pelos militares.
 
As licenças para dois anos de uso da plataforma Panda Security for Enterprise foram fornecidas por menos de R$ 8, quando, originalmente, tinham preço de R$ 460, na época.
 
Somando os serviços agregados, o total ficou em R$ 292,5 mil – nada mal para uma instituição que, conforme Santos Guerra, estava acostumada a gastar em torno de R$ 12 milhões para proteger seus 60 mil computadores espalhados por 600 Organizações Militares (OMs) espalhadas pelo país.