Percival Jatobá, vice-presidente de produtos da Visa do Brasil. Foto: Divulgação.

Por Percival Jatobá*
Ultimamente, muito tem sido falado sobre Human Centered Design (HCD). Um dos conceitos mais citados nas rodas de conversa quando o assunto é inovação, o HCD afeta diretamente a vida de todos, mas nem sempre entendemos o seu significado. Ainda não está familiarizado com o termo? Então, vamos começar por aí. 

HCD nada mais é do que uma estrutura de design e gestão que desenvolve soluções para problemas reais dos consumidores finais. No português claro, é pensar em sistemas e produtos que possam ajudar a resolver questões que já existem. Ou seja, antes, o mercado corporativo como um todo buscava soluções para problemas que podiam aparecer ou não. Hoje, dedicamos nosso tempo para aquilo que será útil ao usuário.  

Quando saímos do modelo de inovação que ficava entre quatro paredes e partimos para a colaboração aberta, abrimos nossa rede de pagamento para trabalhar com parceiros, podendo oferecer as melhores soluções e experiências. Acreditamos que o futuro tem a ver com inovação aberta e com a cocriação de soluções mediante a combinação de nossas APIs com APIs ou produtos de terceiros para resolver problemas específicos do consumidor. 

Isso já tem acontecido no espaço que chamamos dentro da Visa de Innovation Studio. Nele, recebemos os nossos clientes, estabelecimentos comerciais, startups e parceiros tecnológicos para co-criarmos o futuro dos meios de pagamento e compartilhar experiências e aprendizados. 

Na Visa, o conceito de Human Centered Design é a espinha dorsal do nosso desenvolvimento de inovação. A tecnologia de reconhecimento facial para autenticação de compras online que acabamos de lançar é um excelente exemplo. A partir de agora, quando um portador realiza uma compra pela internet com o cartão Visa emitido pelo Banco Neon, ele pode receber um pedido, por mensagem de texto no celular, para que confirme se está mesmo realizando aquela transação, escolhendo comprovar sua autenticidade por senha, selfie ou digital. 

Essa é mais uma forma de realizar compras pela internet com mais segurança e que vem como resposta a um comportamento do usuário, como determina o HCD. Hoje, de acordo com o Score Digital, da Visa Performance Solutions, quatro em cada dez brasileiros portadores de cartão são digitais e mais de 58 mil compras online acontecem por hora no país. Um insight e tanto para chegarmos a essa inovação.

Em um mundo cada vez mais online e com os consumidores mais empoderados, trazer a autenticação facial, assim como qualquer outra possibilidade de biometria é continuar oferecendo a eles formas de autenticação mais seguras, que façam parte dos novos comportamentos digitais. Além disso, para aqueles que têm dificuldades em gravar cada vez mais senhas, opções como essa são muito mais práticas, ágeis e divertidas. 

O Human Centered Design dita o nosso dia a dia, pauta as reuniões de brainstorm e determina quais soluções devem ser priorizadas. Por isso, não é exagero dizer que ele dá sentido à nossa vida aqui na Visa. Na prática, trabalhamos essa metodologia Human Centered Design de forma colaborativa para melhorar e simplificar a vida das pessoas, oferecendo formas mais seguras, convenientes e rápidas de pagamento. 

Ao adotar o HCD como um dos pilares centrais da forma como trabalhamos a inovação, desenvolvemos produtos e serviços que são uma intersecção do que é desejável para o ser humano, viável do ponto de vista de negócio e implementável na perspectiva tecnológica.

Encerro o texto com um convite e um desafio. O convite é para que você experimente a nova tecnologia de reconhecimento facial oferecida pela Visa e o Banco Neon. O desafio é para que pense nos últimos lançamentos que vieram para facilitar a sua vida. Será mesmo o HCD uma realidade nos dias de hoje? 

*Percival Jatobá é vice-presidente de produtos da Visa do Brasil.