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FUTURO

SAP: Leonardo é o próximo passo

Leandro Souza
// terça, 16/05/2017 16:57

A SAP tem uma nova estrela no seu portfólio de soluções. É o Leonardo, uma plataforma na nuvem através da qual os clientes poderão integrar suas aplicações legadas da multinacional com tendências emergentes como Internet das Coisas, big data, machine learning e blockchain.

Bill McDermott, CEO da SAP. Foto: Divulgação.

"O Leonardo é nosso maior movimento tecnológico desde que lançamos o Hana", disparou Bill McDermott, CEO da SAP, em seu keynote de abertura durante o Sapphire Now, evento realizado pela companhia em Orlando nesta terça-feira, 16

Para quem acompanha a multinacional de perto nos últimos anos, é uma afirmação é tanto. Desde o lançamento do banco de dados em memória, em 2015, e do novo sistema de gestão feito para rodar exclusivamente nele, o S/4, o Hana tem sido o centro das atenções na empresa.

Durante sua apresentação, McDermott explicou que a meta da SAP é ser capaz de olhar através de todos os processos de negócio, introduzindo inovação por meio de metodologias de design thinking, cortando em 50% o tempo entre a indentificação de uma possível inovação e a sua implementação.

"A curto prazo, as empresas poderão usar ele como uma espécie de assistente pessoal para analisar suas operações e sugerir melhores práticas. Entretanto, a longo prazo a plataforma poderá automatizar diversos destes processos, usando habilidades de machine learning, por exemplo", afirma Bernd Leukert, líder da divisão de Produtos e Inovação da SAP.

O Leonardo introduz também uma novidade para os clientes da SAP: a possibilidade de rodar a aplicação em nuvens da AWS, Microsoft Azure e Google Cloud Platform.

"Nos negamos a oferecer a solução em players menos expressivos de nuvem pública", respondeu Leukert, aproveitando para cutucar indiretamente empresas como Oracle e IBM, que competem com a SAP em aplicações empresariais e estão penando para entrar na área de nuvem pública.

Ainda falando de exemplos de uso do Leonardo, McDermott complementou ao apontar que uma empresa poderia começar usar o Leonardo e suas capacidades de machine learning e para que empresas atendam seus clientes de forma autônoma via bots. 

É uma abordagem semelhante ao que a IBM tenta vender com o Watson, sua plataforma de computação cognitiva - que aliás, também usa um nome humano (um é uma homenagem ao primeiro CEO da IBM, Thomas J. Watson, e o segundo ao ícone renacentista Leonardo Da Vinci).

Entretanto, para Leukert, o plano com a nova solução é mais abrangente, capaz de se comunicar em tempo real com todo o portfólio existente da SAP como o SuccessFactors (RH), S/4 HANA (ERP), Ariba (procurement), Concur (despesas) e outros, assim como outros sistemas existentes nas companhias, através de uma arquitetura receptiva a APIs de integração.

"Sabemos que proteger a propriedade intelectual e manter acessibilidade às soluções é uma tarefa delicada. Muitas companhias cobram para acessar e ler dados de sistemas de terceiros. Nós não cobraremos", afirmou McDermott durante seu keynote, o que arrancou aplausos de algumas pessoas presentes. 

Para o CEO, em um mercado onde a interconexão será chave, não cobrar pela integração destes dados será a melhor maneira de tranquilizar clientes sobre a solução.

Para o líder da SAP, muito do que o Leonardo oferece reforçará ainda mais a presença e o valor que o S/4 Hana entrega atualmente. Há uma confluência ocorrendo entre o negócio central de ERP da companhia e seus sistemas de inovação. 

"Nós vemos um caminho onde usuários do S/4 Hana se beneficiarão de inovações do Leonardo e vice-versa. O SAP Leonardo será o arco que abrangerá todos os nossos esforços de transformação digital de agora em diante", finalizou o CEO.

O Brasil já está no plano da SAP para a aceleração desta nova estratégia. A empresa inaugurou nesta semana em São Leopoldo, região metropolitana de Porto Alegre, o SAP Next-Gen: an Innovation Community for SAP Leonardo. 

O local é um centro de inovação voltado para atrair a comunidade acadêmica para trabalhar com o Leonardo e iniciativas de IoT. 

O centro é o primeiro do gênero na América Latina e ficará na Unisinos, universidade gaúcha dentro de cujo parque tecnológico a SAP já mantém um centro de desenvolvimento e suporte, o SAP Labs Latin America.

* Leandro Souza viajou para o SAP Sapphire Now, em Orlando, a convite da SAP.

Leandro Souza