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ESTRATÉGIA

Lenovo: mais canais de data center

Maurício Renner
// sexta, 16/06/2017 08:36

A Lenovo vai reforçar a sua presença de canal no Brasil, com destaque especial para os parceiros focados na venda de servidores e equipamento para data centers.

Augusto Rosa.

Hoje, a multinacional chinesa tem cerca de 200 parceiros no país, com cerca de 35% deles focados em data center. Desse total, 7% estão no nível máximo, 11% no intermediário e 82% na base.

Até o final do ano, a meta é chegar a 300, com uma divisão meio a meio entre canais focados em data centers e PCs. 

A divisão entre canais de PCs e DCs, com incentivos específicos, faz parte do novo programa de canal, o Lenovo Partner Engage (LPE), que passou a funcionar esse mês no Brasil.

“A Lenovo tem o relacionamento com o canal em seu DNA desde o início de sua história e essa reestruturação vem para reforçar esse compromisso com nossos parceiros”, explica Augusto Rosa, diretor de vendas para canais da Lenovo Brasil. 

Apesar da divisão em duas categorias, os canais da Lenovo não são estanques. 

A classificação tem que ver com a fonte prioritária de receitas do canal (mais de 75% em receitas oriundas com uma linha de produto).

Assim, a estratégia de incrementar o canal de DC passa também por incrementar as vendas de produtos de data center de canais que já fazem já venderam servidores, por exemplo.

“O negócio de PCs tem margens apertadas. Com data center é possível vender soluções com mais valor agregado”, resume Rosa.

Além de ampliar as vendas de DC dentro do canal já existente, a Lenovo tem uma estratégia para captar canais premium já trabalhando com outras marcas através dos distribuidores, gerentes de contas nomeados e incentivos.

A Lenovo ingressou para valer no mercado de data center em 2014, com aquisição da divisão global de servidores x86 por US$ 2,1 bilhões, mas ainda está trabalhando para ganhar espaço no mercado.

De acordo com dados do IDC, a empresa tinha um share no mercado mundial de servidores de 6,5% no último trimestre do ano passado, atrás da IBM (12,3%), Dell (17,3%) e HPE (23,6%).

Maurício Renner