Gerbase apresentou fábrica ao governador Tarso Genro. Foto: Baguete

Tamanho da fonte: -A+A

Três mil colunas ao ano é a capacidade de produção da fábrica de painéis de controle que a Altus abriu em Sapucaia do Sul, com investimento de R$ 2 milhões, e apresentou nessa segunda-feira, 16.

Situada a cinco quilômetros da sede da empresa, em São Leopoldo, a unidade está ativa desde agosto passado, motivada pelos contratos feitos com a Petrobras, firmados em junho de 2011, no valor de R$ 120 milhões.

De lá já saíram componentes para as plataformas P-58 e P-62, destinadas à Bacia de Campos e atualmente sendo montadas, respectivamente, em Rio Grande, no Rio Grande do Sul, e em Suape, em Pernambuco.

Outras oito plataformas também terão painéis feitos em Sapucaia, que tem entre 20% e 30% da produção destinada a essas estruturas.

Apesar de fundamentais para a nova unidade, os projetos da Petrobras não são tudo. Outras áreas como usinas e transporte também são atendidas. Atualmente, clientes do segmento de transporte, de outros estados, estão acompanhando os testes nas colunas montadas em Sapucaia, explica Luiz Gerbase, presidente da Altus.

PRÉDIO ALUGADO
Sapucaia foi escolhida por uma questão de espaço, já que em São Leopoldo não seria possível acumular a linha de montagem dos cinco tipos de painéis produzidos na nova unidade.

Na planta sapucaiense, a Altus produz painéis de distribuição, de controle de motores, de média tensão, de proteção e quadros de automação. Este último, com os componentes produzidos na sede, em São Leopoldo.

“Lá (em São Leopoldo), produzimos os controladores. Aqui, transformamos tudo em painéis. Estamos fazendo os cérebros de controle e automação para os clientes”, diz  Gerbase.

Apesar da certeza da sequência de negócios, o prédio, às margens da BR-116, é alugado, e não foram revelados os planos futuros para a fábrica.

Atualmente, são 50 funcionários da própria Altus e outros 50 terceirizados. Dessa equipe, 10 pessoas estão envolvidas com o projeto e outras 80 com as etapas da linha de produção.

O espaço, de 3,5 mil metros quadrados, pode ser conhecido em 10 minutos.

Os dois pavilhões também incluem uma área de testes, onde os ambientes em que os painéis serão instalados são simulados – como o movimento em centrais de controle de transporte ferroviário urbano, por exemplo.

“É onde os clientes podem acompanhar para ver como o produto se comportará na casa deles”, acrescenta Gerbase.

Para Gerbase, a unidade é memorável por se tratar de uma empresa local, com capacidade para atender projetos do porte da Petrobras, que investirá US$ 20 bilhões em equipamentos e instalações novas para a exploração do pré-sal.

“Estamos fazendo isso com 90% de tecnologia nacional. Hoje, só importamos os chips”, diz Gerbase.

Em breve, até os chips poderão ser nacionais, já que é esperada para maio de 2013 os inícios da operação da fábrica de chips HT Micron, joint venture entre sul-coreana Hana Micron e pela gaúcha Parit Participações S/A.