Clientes em uma agência do Banrisul. Foto: Divulgação.

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O banco estatal gaúcho Banrisul adotou a plataforma de onboarding digital da Flexdoc para o cadastro de clientes pessoas físicas. 

Onboarding digital é como os entendidos chamam os processos de cadastro usados por bancos digitais, nos quais o cliente faz o upload dos seus documentos e tem a identidade confirmada por tecnologia de biometria facial.

As novas funcionalidades se integram ao aplicativo móvel Banrisul Digital, já em uso por uma parte significativa dos 4 milhões de clientes do banco gaúcho.

No ano passado, os diferentes canais digitais do Banrisul já foram responsáveis por 62,8% das operações realizadas pela instituição, um ganho de cerca de 10% frente aos 54,6% de 2019. 

São 984,5 mil acessos diários, um número 30,8% superior ao do ano passado, uma cifra embalada pelas medidas de distanciamento social adotadas contra o coronavírus.

A tendência de alta segue, com uma elevação de 20% no primeiro trimestre de 2021, quando os acessos digitais chegaram a 77,5% de todas as transações dos clientes com o banco.

O novo onboarding digital é parte das medidas do banco para contornar os problemas causados pela pandemia, visando digitalizar mais o atendimento, ao mesmo tempo em que tecnologias de automação da análise de risco ajudam a prevenir fraudes.

“Nossa prioridade é fortalecer a atração e ampliar as capacidades de crosselling e upselling de produtos financeiros, através de uma experiência digital segura para os clientes e para o banco”, afirma Osvaldo Lobo Pires, diretor de Crédito do Banrisul.

A tecnologia da Flexdoc faz a extração das informações captadas pela câmera dos celulares dos clientes do banco, fazendo a checagem de padrões gráficos de documentos com bibliotecas históricas. 

Da mesma forma, os selfies dos clientes são processados por algoritmos biométricos aplicados sobre as imagens para comparar fotos instantâneas do usuário com aquelas usadas em CNH, RG, arquivos públicos e até mesmo em perfis de redes sociais associados ao indivíduo (o banco da Flexdoc tem 50 milhões de rostos).

O app Banrisul Digital passou a explorar também a conferência óptica de assinaturas e a confrontação de dados dos registros com fontes como cartórios, cadastros de pagadores, comércio, polícia e outros. 

Ao todo, o Banrisul investiu R$ 336,9 milhões em modernização tecnológica em 2020, que inclui a transformação digital, ampliação da infraestrutura de TI e segurança da informação

“Nossa experiência de projeto com o Banrisul revelou uma estrutura de varejo bancário sólida e um legado de atendimento compatível com as operações mais rápidas, seguras e de baixo atrito do país”, comenta Eduardo Borém, diretor de negócios da Flexdoc. 

Onboarding digital em bancos é um assunto complicado, porque os clientes têm expectativas de velocidade equivalentes à experiência de uso de outros aplicativos com missões muito menos críticas.

Assim, é fácil decepcionar. Foi o que mostrou um estudo de 2019 feito pela Idwall, especializada em checagem de documentos, em parceria com a Cantarino Brasileiro, uma consultoria de marketing para o setor financeiro, visando avaliar principalmente a experiência do usuário no cadastro dos aplicativos.

Foram avaliados 10 principais bancos digitais em operação no país, dos quais seis (Agibank, BMG, Digio, Next, Nubank e Woop) tiveram uma avaliação “ruim” para mais da metade dos pesquisados. 

Sediada em Brasília, a Flexdoc atua no mercado de processamento de transações por imagem desde 2003, muito antes da grande onda dos bancos digitais, um fenômeno dos últimos anos.

Hoje, a plataforma bancária da Flexdoc realiza 300 mil aberturas, conferência e autenticação de contas digitais por dia, a serviço dos “maiores bancos brasileiros”. A empresa também atua em setores como seguros, saúde, varejo e governos.