Jairo Jorge. Foto: Baguete.

Canoas está se encaminhando para estabelecer o seu parque tecnológico e inovação - o Parque Canoas Inovação (PCI) - com marco zero previsto para 2014 e com o estabelecimento de suas primeiras empresas já em 2015.

O parque, anunciado em no início de 2011, formalizou somente em 2012 o seu plano de gestão, com a criação do Instituto Canoas Inovação, braço da Canoas S.A., sociedade de propósito específico (SPE) criada pela prefeitura.

Com esta composição híbrida, a sociedade estabeleceu seu plano para angariar recursos federais e parcerias privadas, assim como a gestão do parque - ao ICI fica a gestão estratégica e à Canoas S. A., a gestão do ativo patrimonial.

No entanto, com a virada de ano - e a entrada do novo mandato do prefeito Jairo Jorge - tanto a Canoas S.A. quanto o ICI passaram por reformulações em sua estrutura, para levar adiante o projeto do PCI.

Foi desse projeto que o prefeito de Canoas, Jairo Jorge, falou em reunião-almoço com empresários nesta segunda-feira, 16, no Sinduscon-RS, em Porto Alegre.

Para Jorge, o objetivo é completar todos os trâmites executivos até o final de 2013, incluindo a parte licitatória para o início das obras do empreendimento, que será em uma área de 500 hectares na fazenda Guajuviras.

"Queremos iniciar a construção da infraestrutura do parque em 2014, com a fundação do prédio um, o marco zero. Após isso, no começo de 2015 as primeiras empresas já devem se instalar", afirma.

O projeto engloba um total de cinco fases, em um investimento total de aproximadamente R$ 100 milhões, com capacidade de gerar mais de 30 mil empregos.

No entanto, como frisa o prefeito, o foco no momento é encaminhar as duas primeiras etapas do PCI - fases zero e um - que devem consumir cerca de R$ 22 milhões.

"Estamos em negociações com entidades públicas como o Badesul e o Governo Federal para estes investimentos, assim como parcerias privadas para tocar o projeto adiante. O plano é terminar a fase um com 17 empresas implantadas", adianta.

Jorge não abre os nomes das companhias que estão em negociação para se instalarem no parque, mas ele garante que são empresas de médio e grande porte, com uma divisão de 30% para as grandes e 70% para novos empreendimentos.

No parque, serão sete áreas temáticas: tecnológica, social e comunitário, conhecimento, natural, serviços, pública e científica.

Com este enfoque, Jorge vê o PCI como uma alternativa no fomento à inovação, e não como uma concorrência a outros parques estabelecidos nas redondezas, como o Tecnopuc e o Tecnosinos.

"Não deixaremos as TICs de fora, mas estamos dando prioridade em tecnologias ainda pouco exploradas como energias limpas, biotecnologia, aviônica e petrolífera. É outro direcionamento", destaca.

Com estes segmentos na pauta, Jorge aponta para empresas e outros empreendimentos que podem se favorecer desta orientação, como a Refap, Springer, Alstom, entre outras.

Segundo Jorge, a visão para o PCI envolve não apenas o atendimento à demanda tecnológica de setores da região, mas também da criação de oportunidades para empresas locais.

"Temos muitas oportunidades de avançar na parte de inovação, criando agendas que podem trazer novas empresas e receitas para a região. Setores como o de biotecnologia ainda tem muito para crescer por aqui e é um dever nosso apostar em áreas com este potencial", afirma.