Sede da Procempa em Porto Alegre.

A Procempa já afastou 63 pessoas do seu quadro, incluindo funcionários efetivos, cargos em comissão, estagiários e terceirizados desde o início das investigações sobre má gestão na empresa, em julho.

Outros quatro envolvidos em denúncias de irregularidades foram investigados em Processo Administrativo Disciplinar (PAD) e deverão ser afastados nos próximos dias.

A informação foi dada pelo presidente da estatal municipal de processamento de dados a sete vereadores da CPI que investiga a Procempa nesta sexta-feira, 13.

É um número bastante alto, tendo em conta que a Procempa tinha 320 empregados no total em julho do ano passado, quando aprovou outros 30 em concurso. Supondo que todos os 30 tenham assumido, o número de afastados totaliza quase 20% do quadro total.

Mais do que da extensão dos problemas administrativos da companhia, o alto número de demitidos pode ser na verdade um sinal da quantidade de colaboradores cuja posição era ligada a indicação política do PTB. [O que não deixa de ser um problema de gestão também, é claro].

No comando da estatal desde 2005, o PTB desistiu de indicar o novo presidente no final de agosto, o que acelerou as demissões na estatal.

A desistência se deu depois da instalação da CPI, um dia após investigadores do Ministério Público aprenderem documentos nas casas do ex-presidente  André Imar Kulczynski e do ex-conselheiro  Claudio Manfrói.

Ambos são quadros do PTB, sendo Manfrói um especialmente visível: chegou a ser secretário geral do partido no estado e suplemente do senador Sérgio Zambiazi.

Ainda não está definido que partido assumirá o comando da Procempa, no momento liderada por Maurício Gomes da Cunha, um presidente interino vindo da Procuradoria Geral de Porto Alegre com a missão de limpar a casa.