Rodrigo Abreu. Foto: divulgação.

A TIM, uma das quatro grandes do mercado de telefonia móvel no Brasil e segunda colocada no share geral de usuários, atrás da Vivo, resolveu provocar alguns de seus rivais brasileiros, apontando que eles terão que fazer mudanças estratégicas dentro de pouco tempo.

Segundo afirmou o presidente-executivo da TIM Participações, Rodrigo Abreu, empresas como Nextel e AT&T, que recentemente entrou no cenário local de telecom com a compra da DirecTV, precisam definir suas estratégias a médio e longo prazo.

"A Nextel é uma delas. É uma operação pequena. Eles têm ganho espaço nas assinaturas pós-pagas, mas à custa dos resultados financeiros"", avaliou o executivo. A informação é da Reuters.

A NII Holdings, empresa que controla Nextel brasileira, detém menos de 1 por cento das assinaturas móveis do Brasil, tem registrado prejuízos trimestrais há mais de três anos.

Abreu também disse que a AT&T, que tem menos de 6 milhões de assinantes de TV paga no Brasil após comprar a DirecTV em julho, precisará em algum momento adicionar serviços ou deixar o país, pois sua posição estratégica atual é "insustentável".

Ao falar de seus concorrentes diretos no mercado de telefonia móvel, ele criticou a Oi, lanterna desta competição e a companhia de telecomunicações mais endividada do Brasil, que contratou o BTG Pactual no ano passado para estudar uma oferta conjunta pela TIM.

"Você tem um competidor que está tentando refinanciar dívidas, mas está sendo deixado para trás no 4G", disse Abreu, fazendo menção ao fato que a Oi preferiu ficar de fora do leilão governamental do espectro de 700 MHz para banda larga móvel de quarta geração.

A Oi atua apenas no espectro de 2,5 GHz, sendo a única das quatro principais operadoras brasileiras que não adquiriu direitos na banda de 700 MHz, cujo sinal é considerado melhor por sua eficácia nas coberturas em ambientes interiores e rurais.

Sobre o plano de negócios da TIM, Abreu disse que a operadora vai manter seu plano de investimento definido em reais, apesar da queda de mais de 30 por cento do real contra o dólar neste ano.

A TIM conseguiu renegociar termos melhores com fornecedores de equipamentos importados, mas a companhia vai cortar investimentos antes que excedam a meta de cerca de R$ 14 bilhões entre 2015 e 2017.

Em disputa do mercado, a TIM figura na segunda colocação dentro do cenário geral, com um share de 26,30%, segundo dados da Anatel divulgados em julho. A líder é a Vivo, com 29,21%. A Claro fica em terceiro com 25,36% e a Oi tem uma fatia de 17,76%.