Banco Central adota solução Teradata. Foto: divulgação.

O Banco Central firmou com a Teradata um acordo para implementar um ambiente de inteligência de análise (Big Data) para o grande fluxo de dados que passa pela instiuição.

A empresa foi a vencedora de pregão eletrônico realizado pela instituição financeira, fechando o contrato por R$ 17,5 milhões.

A Teradata vai prover ao banco, por meio do parceiro Maxtera, uma solução de appliance de alta performance, garantindo a atualização tecnológica do ambiente atual de Data Warehouse (armazenamento de dados).

O appliance conta com 95TB de capacidade de armazenamento líquido, suportando tanto o ambiente Produtivo quanto um site de contingência para as operações do banco, envolvendo os sistemas de informações de crédito, pagamentos brasileiros, monitoramento de mercado, registro comum de operações rurais, câmbio e balanço de pagamentos, entre outros.

Responsável por regular o cenário financeiro do país, o Banco Central poderá usar a nova tecnologia em áreas como o controle do câmbio, por exemplo, levando informações e variáveis em consideração antes de intervir ou não no mercado.

O contrato para aquisição da tecnologia da Teradata foi assinado em outubro e tem vigência de quatro anos. No primeiro momento, a solução Teradata irá gerenciar mais de 105 bilhões de registros, e já está preparada para o crescimento da demanda dos próximos anos.

Além disso, o pacote envolverá a migração da tecnologia atual do ambiente de Data Warehouse para o Teradata, assim como treinamentos, suporte técnico e garantia.

Para o diretor de Governo, Parcerias e Alianças da Teradata Brasil, Carlos Bokor, o aumento expressivo no volume de dados gerados pelo sistema financeiro do Banco Central, levou a instituição a buscar no mercado um fornecedor para atualização tecnológica de seu ambiente analítico.

"O Banco Central sentiu a necessidade de extrair valor estratégico a partir de seus dados, transformando informação em conhecimento para a tomada de decisões”, comenta o diretor.

A Teradata não abre valores de faturamento regionais, mas segundo informado por Bokor ao Baguete, a expectativa é que a companhia feche 2014 com crescimento em sua operação na América Latina, que representa receita total da empresa. Em 2014, a multinacional teve uma receita global de US$ 2,73 bilhões.