Totvs não abriu valores do aporte. Foto: flickr.com/photos/beija/

A Totvs Ventures, fundo da Totvs, investiu um valor não revelado no Brasil Aceleradora de Startups Fundo de Investimentos em Participações (FIP).

Gerido pelo MSW Capital como gestor, a Microsoft na consultoria técnica e BRZ Investimentos na consultoria de governança e estratégia, o FIP foi criado há um ano.

No período, o FIP alocou quantidades não reveladas de dinheiro no  Acelera Partners, fundo especializado em seed investment, e investiu na Aceleratech, melhor aceleradora da América Latina pelo LatAM Founders Award, resultando até agora numa participação em mais de 40 startups brasileiras.

“Em pouco mais de um ano, o fundo realizou investimentos de impacto e ações importantes para o setor brasileiro de tecnologia. Com o nosso aporte, esperamos contribuir ainda mais para o desenvolvimento de inovações disruptivas e novas empresas do setor no país”, afirma Marcelo Cosentino, Chief International Sales and Relationship Officer da Totvs (sim, Marcelo é filho de Laércio Cosentino).

Com a entrada do Totvs Ventures no FIP, fica em aberto o futuro da própria Totvs Ventures. Como a Totvs não divulgou os valores totais do Totvs Ventures nem do aporte de hoje, é impossível saber o tamanho da virada.

É um fato que a Totvs não conseguiu replicar em quantidade e qualidade como fundo os investimentos bem sucedidos que fez na sua estratégia de fusões e aquisições. A empresa deu duas tacadas divulgadas publicamente, com resultados diferentes.

Criado no começo de 2013, o fundo da Totvs só divulgou um investimento, no qual não se saiu muito bem.

O fundo investiu R$ 3,2 milhões por 20% da Umov.me, uma empresa gaúcha especializada em mobilidade. Pouco mais de um ano depois, a Umov.me recomprou a fatia por R$ 1,6 milhão. A reversão foi amigável e a Totvs segue representando comercialmente a Umov.me.

Meses depois do investimento na Umov.me, a Totvs Ventures colocou US$ 16 milhões na GoodData, empresa provedora de aplicativos e plataforma analytics de Big Data em nuvem, baseada em São Francisco.

Os brasileiros fizeram o maior aporte na rodada de capital para a startup, com o qual colocaram o o vice-presidente de Estratégia e Finanças da Totvs, Alexandre Dinkelmann, no conselho de administração da GoodData. 

Para o FIP, o dinheiro da Totvs vem em excelente hora. A Aceleratech era uma das selecionadas doo Start-Up Brasil um programa do governo federal operado pela Softex que alocava dinheiro a fundo perdido em startups por meio de 12 aceleradoras no país.

O Start-Up Brasil era uma bela fonte de financiamento para aceleradoras, que só precisavam igualar o dinheiro do governo nas suas aceleradas. 

O “era” vai no passado porque, ao que tudo indica, o programa acabou. Lançado em 2013, o Startp Brasil fazia duas seleções anuais, beneficiando dezenas de startups em cada tacada, totalizando 183 em cinco turmas. 

A turma do primeiro semestre de 2015 não saiu. A coordenação do programa afirmou que a segunda sairia, mas o ano se aproxima do fim e até agora nada.