Campus da Ufrgs no centro de Porto Alegre. Foto: flickr.com/photos/robvini/

A Shell investiu R$ 3,4 milhões na construção de um tanque de  simulação dedicado ao estudo de modelagem física de reservatórios em águas profundas na Ufrgs.

Com 35 metros de comprimento, 7 metros de largura e 4 metros de altura, o equipamento é o maior existente na América Latina  e faz parte do laboratório de Modelagem Estratigráfica em Grande Escala da multinacional de petróleo.

A estrutura servirá, ao longo dos próximos anos, de ferramenta complementar para pesquisa da Shell e para o desenvolvimento de modelos de reservatórios de águas profundas, o que auxiliará a indústria na exploração e produção de reservatórios em bacias sedimentares marítimas. 

O tanque foi construído no Núcleo de Estudos em Correntes de Densidade, laboratório do Instituto de Pesquisas Hidráulicas (IPH) da Ufrgs.

O convênio entre a Shell e a Ufrgs foi assinado em 2008 e atende o compromisso contratual da Shell com a Agência Nacional do Petróleo (ANP) – que demanda que 1% da receita bruta de campos que atinjam um determinado nível de produção, seja revertido em projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação. 

O projeto desse laboratório conta com recursos vindos da receita dos campos de Bijupirá e Salema, os primeiros operados pela compania no país.

A construção do espaço de pesquisa em Porto Alegre compõe um orçamento anual de mais de US$ 1 bilhão investidos pela Shell em pesquisa e desenvolvimento ao redor do mundo, o que coloca a empresa em uma posição de liderança entre as companhias internacionais de energia. 

Em novembro, a Shell inaugurou o laboratório de Etanol de Segunda Geração em Campinas, em parceria com a Unicamp.