Quantum decidiu sair de fininho. Foto: shutterstock.com

A Quantum, uma multinacional americana especializada em soluções de storage, deu um passo atrás em relação a sua presença no Brasil, fechando seu time local e voltando a operar somente através de canais.

Nesta semana, Samuel Baccin, ex-country manager da Quantum, foi contratado como novo diretor de vendas para global accounts da Hewlett Packard Enterprise.

Baccin foi contratado pela Quantum três anos atrás para fazer a abertura da operação local, com um time de mais três pessoas.

Segundo o Baguete pode averiguar com fontes de mercado, não será contratado um substituto. A reportagem procurou a Quantum para comentar o tema, mas não obteve retorno até o fechamento dessa matéria.

A Quantum tem forte presença na área de audiovisual com armazenagem em fita, mercado no qual a empresa tem um share de 40%,

A companhia, no entanto, é um player de nicho comparada com gigantes como IBM e HP, tendo faturado US$ 690 milhões em 2013.

Alguns dos maiores entre os 15 canais no Brasil incluem Unitech-Rio, OTG, Teletex, AD-Digital e NetStor.

Segundo Baccin disse à reportagem do Baguete em agosto do ano passado, desde a abertura de uma operação local o faturamento e a base instalada aumentaram em três vezes.

Dois fatores podem explicar a decisão da Quantum de recuar. A primeira é a alta do dólar. A moeda americana fechou esta terça-feira, 15, cotada em R$ 3,87, uma alta de 45% no acumulado do ano.

Sem fabricação local, a Quantum depende de importar produtos cujos preços estão 100% atrelados ao dólar.

O outro fator é a relativa dependência das compras públicas, que totalizam 60% das vendas da multinacional no país e são hoje um péssimo cliente, com restrições de orçamento em diferentes níveis.