Os serviços financeiros móveis abrem as portas para a economia formal. Foto: klublu/Shutterstock.

A ASBANC (Associação Nacional de Bancos do Peru) e a Ericsson lançaram serviços financeiros que visam a incluir 2,1 milhões de peruanos sem conta bancária até 2019. A população total do país é de cerca de 31 milhões de pessoas.

A solução da Ericsson inclui a integração total de sistemas em uma plataforma capaz de hospedar todos os serviços de diferentes instituições comerciais e financeiras, com o objetivo de garantir a interoperabilidade. 

O sistema também permite que os provedores de serviços financeiros reutilizem ativos existentes para integrar serviços de telecomunicação segura e financeiros. 

Além disso, a Ericsson forneceu à ASBANC integração de sistemas, serviços de aprendizado, serviços gerenciados e suporte.

“Nós vemos um grande potencial nesta plataforma para estender e solidificar ainda mais o sistema financeiro no Peru. Este é um enorme esforço de inclusão feito pelo setor financeiro, que agora pode contar com o apoio de empresas importantes no setor privado”, afirma Oscar Rivera, presidente da ASBANC.

A plataforma de dinheiro digital é um projeto que foi promovido inicialmente pela ASBANC. Hoje, a iniciativa tem a participação não apenas de todos os bancos privados, mas também de outros agentes do mercado financeiro. 

A combinação desses esforços levou à criação da Pagos Digitales Peruanos S.A., empresa que será responsável por gerenciar a plataforma de dinheiro digital.

O Peru passa por um momento de crescimento. Em 2015, a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) do país alcançou 3,26%, ficando acima das expectativas das entidades financeiras internacionais. O FMI, por exemplo, havia previsto um crescimento de 2,8% para o período.

Em mercados emergentes como o Peru, o desenvolvimento de serviços financeiros móveis é benéfico tanto no nível social como no individual, pois fornecem contas bancárias às pessoas ainda desbancarizadas e abre as portas para a economia formal. 

Segundo a Ericsson, na África e na América Latina, esse desenvolvimento já é visível. Um dos casos mais famosos é o do Quênia, que conta com o M-Pesa. O serviço de banco móvel da Vodafone é oferecido desde março de 2007 e atraiu dez milhões de clientes em três anos, representando 11% do PIB e 45% da população adulta do país.