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DISTRIBUIÇÃO

SND cresce, mas fica longe da meta

Maurício Renner
// quarta, 17/02/2016 14:56

A distribuidora SND fechou o ano passado com uma receita de R$ 560 milhões, uma alta de 5,5% frente aos resultados de 2014, mas bastante longe das metas da empresa.

Fábio Baltazar.

Em janeiro de 2014, quando o controle da companhia passou do fundo First Alliance & Capital Invest AG para a Inversora Gerber e os gestores da SND, a meta para o final de 2015 havia sido estabelecida em R$ 1 bilhão, o dobro do faturamento na época.

“Temos como desafio para 2016 nos consolidarmos como distribuidores de produtos e serviços", afirma o diretor de produtos e marketing da SND, Fábio Baltazar. "Temos investido em equipes especializadas para vendas mais consultivas aos nossos clientes", completa o executivo.

A meta da empresa para 2016 é crescer 12%, principalmente em novos modelos de negócios, que contemplam o lançamento da estrutura de serviços Microsoft, da sua plataforma de venda CSP (Cloud Solution Provider) e no atendimento consultivo.

"Em um momento de mudanças e turbulências econômicas o alcance das metas estipuladas será uma consequência  desse trabalho que está exigindo muito foco e cautela", comenta Baltazar.

Se é verdade que a SND não cumpriu a ambiciosa meta estabelecida em 2014, também é verdade que os resultados obtidos não são de se jogar fora. Muita coisa mudou no mercado de distribuição brasileiro no período.

Segundo uma pesquisa da Associação Brasileira dos Distribuidores de Tecnologia da Informação (Abradisti), o mercado como um todo teve queda de 8% no ano passado. Somada a uma inflação de 10%, a redução no faturamento é ainda maior.

Em 2014, o resultado já havia sido de queda, 5%. O último ano no qual o mercado distribuidor cresceu foi 2013, com pífios 2%.

Até as grandes sentiram os impactos da retração do segmento. Um exemplo foi o da Officer, uma das maiores distribuidoras nacionais, que anunciou em outubro um pedido de recuperação judicial, devido a endividamento líquido de R$ 148,3 milhões no primeiro semestre de 2015 e um prejuízo acumulado de R$ 21 milhões no período.

Com as distribuidoras nacionais em apuros, as multinacionais do segmento fizeram a festa.

No ano passado, a americana Arrow ECS iniciou suas operações no país após comprar a CNT. Depois, foi a vez da Ingram Micro comprar o Grupo Ação. Ambos seguiram os passos da ScanSource, que comprou a Network1 em 2014.

Um problema de fundo que as distribuidoras enfrentam é como se tornar relevantes na nova dinâmica de software como serviço e computação e nuvem, na qual o papel do intermediário muda dramaticamente. 

A SND vem fazendo movimentos para se reposicionar. Recentemente, a empresa  conquistou o título de distribuidora oficial Cloud Solution Provider (CSP), pelo qual está apta a comercializar soluções em nuvem da Microsoft. 

"Fizemos um grande investimento com a Microsoft para ofertarmos os serviços em nuvem. Nós acreditamos que o pagamento por uso e consumo de produtos trará uma mudança na realidade do mercado distribuidor, que passará a ser um provedor de serviços”, detalha Baltazar.  

A SND dispõe ainda de facilidades de compra e gestão de negócios às revendas em seu portal B2B. Atualmente, 40% dos pedidos são feitos por este canal.

A matriz da empresa está situada em Barueri, na grande São Paulo, e sua filial fica no Rio de Janeiro. Para uma logística estratégica e cobertura em todo território nacional, os Centros de Distribuição foram estabelecidos em Barueri (SP), São João do Meriti (RJ) e Serra (ES).

Entre os parceiros da SND estão as empresas: Acer, Activision, AMD, AOC, APC, Asus, Benq, Blizzard, Capcom, CoolerMaster, Corsair, Eletronic Arts, Genius, Gigabyte, Intel, Kingston, K-Mex, Lenovo, LG, Link1one, Logitech, Microsoft, Nanco Bandai, Nokia, Norton, Nvidia, Phillips, Samsung, Seagate, SMS, Sony, Square Enix, Take2, TecVoz, Wacom e Warner.

Maurício Renner