Estudos preliminares indicam que o coronavírus pode ficar vivo no celular por até nove horas. Foto: Pexels.

Os smartphones, assim como todos objetos de alto contato com as mãos, têm a higienização recomendada pelos especialistas como medida complementar de prevenção ao coronavírus.

Como lavar as mãos é a principal recomendação divulgada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), ainda entram na lista outras superfícies que podem transportar o vírus, como maçanetas, banheiros, balcões, tablets e teclados.

De acordo com o site Mobile Time, estudos preliminares indicam que o Covid-19 pode ficar vivo no celular por até nove horas. No entanto, a informação ainda não é conclusiva, pois a doença é nova e está sob averiguação da comunidade científica.

Uma vez que o vírus estiver no aparelho, as mãos podem transportá-lo para o nariz, a boca ou os olhos, gerando a contaminação.

Para fazer a limpeza, é preciso desligar o smartphone, remover qualquer capa e desconectar todos os cabos ou acessórios.

A indicação é utilizar um pano macio e úmido com álcool isopropílico ou cloro, evitando aplicar os líquidos diretamente no smartphone. Também é preciso manter a umidade longe de qualquer abertura do aparelho.

Ainda de acordo com a publicação, os sprays vendidos para limpeza de tela são apenas para efeito estético, lustrando e tirando a gordura, mas não servem para remover germes.

“Uma vez feita a limpeza do celular, você limpou o coronavírus. Mas o mais importante é a limpeza das mãos, elas precisam ser higienizadas com frequência. Se a mão estiver limpa, ela ajuda a eliminar a possibilidade de doença”, afirmou Adilson Westheimer Cavalcante, coordenador científico do departamento científico de infectologia da Associação Paulista de Medicina (APM) ao Mobile Time. 

Como o smartphone é um aparelho pessoal, outra recomendação é não emprestar o celular para terceiros, compartilhando fotos através de aplicativos de mensagens, por exemplo, ao invés de passar o celular para a mão de outra pessoa. 

A publicação ainda destaca que a higienização dos smartphones deve ser realizada sempre, independente do coronavírus.

Um estudo recente do National Center for Biotechnology Information encontrou uma média de 17 mil bactérias em celulares de estudantes do ensino médio nos Estados Unidos.