Luís Andrade esteve na BITS. Foto: Baguete Diário

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A portuguesa ATX quer marcar presença no Brasil, com meta de ter pelo menos dez contratos fechados em um ano e 40% do faturamento global por aqui em 2014.

Para tanto, a aposta está nas parcerias, como as recém firmadas com as gaúchas DBServer e Voiza.

Além da dupla no Sul, a empresa possui mais quatro parceiros no Rio de Janeiro, São Paulo, Ceará e Belo Horizonte, e pretende chegar a 20 até o fim do ano.

De acordo com Luís Andrade, presidente da ATX, a companhia já tem um cliente no Brasil: a MV Sistemas, que nasceu em Porto Alegre, hoje tem sede no Recife e é especialista em ERP para a área de saúde.

Para chegar aos dez clientes pretendidos para o primeiro ano de atuação local, a prospecção vai que vai: segundo o executivo, hoje há mais de 30 pilotos em potenciais negócios nas áreas financeira, saúde, comunicação, bancos e indústria –  todos entre as 100 maiores empresas brasileiras.

“E metade desses pilotos são no Rio Grande do Sul”, destaca Andrade.

Junto aos clientes, a política da ATX é cuidar dos grandes, legando aos canais a escalada do negócio focada em PMEs.

“A princípio, o parceiro nos acompanha nos projetos iniciais e, só depois de treinado, passa a atuar junto ao cliente”, afirma o presidente.

MIGRAR SEM TRAUMA
A ATX possui uma tecnologia que permite automatizar parte do trabalho de migração de sistemas legados em Oracle Forms, Visual Basic e Cobol para linguagens mais recentes como Java e .Net.

Através de ferramentas que identificam trechos do código não usado ou repetidos, além de automatizar o processo de “tradução”, o software reduz o trabalho em uma média de 30%, com picos de 45%.

Eduardo Peres, sócio da DBServer, explica que a ideia com as soluções da parceira portuguesa é garantir que os clientes migrem grandes bases de dados em sistemas legados sem o gasto de tempo e dinheiro que métodos tradicionais costumam acarretar.

De acordo com o executivo gaúcho, em grandes clientes do setor bancário, por exemplo, mesmo que a automatização execute 80% do trabalho bruto, os 20% restantes para a fábrica de software ainda oferecem a perspectiva de contratos na faixa do R$ 1 milhão.

“Uma migração de legado de seis anos gera ao final um novo legado e não é esse o propósito”, avalia Peres.

O executivo destaca, ainda, que com as soluções da ATX a companhia projeta obter 20% do faturamento geral, que em 2011 ficou em R$ 13 milhões.

Já o diretor de Desenvolvimento de Negócios da Voiza, Eisler Voigt, afirma que as novas tecnologias são “melhores para suporte para web services, mobile e integração de sistemas” do que os similares de mercado.

No caso do Oracle Forms, por exemplo, a multinacional já anunciou que o suporte encerrará em 2017.

Com base na oferta da ATX, a Voiza projeta obter cerca de 30% dos negócios gerais este ano.

A EMPRESA
Sediada em Portugal, a ATX atua na Europa, em Taiwan, América Latina (Colômbia) e Estados Unidos.

A empresa não abre números de faturamento, e também é discreta com relação aos clientes, mas Andrade adiantou que o crescimento no primeiro trimestre de 2012 foi 200% sobre 2011.

No mundo, a empresa já converteu um bilhão de linhas de código.

AS PARCEIRAS GAÚCHAS
A Voiza é sediada em Pelotas, com unidade em Porto Alegre, e atende a clientes como Zaffari, Vivo, Renner e CIEE-RS, entre outros.

Já a DBServer tem sede na capital gaúcha e conta com uma carteira formada por nomes como Sicredi, Ipiranga e Paquetá.

O Baguete Diário faz a cobertura completa do evento com apoio da Softsul.