Igor Borushek.Foto: Baguete Diário

Se os seus empregados preferem jogar paciência a trabalhar, a chave para a mudança de comportamento pode estar justamente no game.

Tendência crescente entre as empresas, a gamification tem sido uma ferramenta de motivação e produtividade, com um orçamento global previsto em US$ 2,8 bilhões até 2016, e presença em 70% das organizações globais em dois anos.

Mas o que é gamification?

“É usar elementos motivacionais dos jogos para gerar engajamento em outras situações”, diz Igor Borushek, CEO da Fitnoss, um sistema gamificado para treinamento corporal.

Borushek abordou o tema em palestra realizada nessa quinta-feira, 17, na BITS 2012.

Por elementos motivacionais, entenda-se desde os bônus e premiações até a complexidade do desafio que o colaborador, ou aluno, por exemplo, enfrentará no processo.

São sistemas de pontos, selos, destravamento de níveis e outros mecanismos comuns nos jogos – menos em paciência, claro.

Num dos cases apresentados por Borushek, uma empresa tinha dificuldade com a performance dos funcionários. Aplicada a gamification, a performance aumentou em 23% e o tempo de treinamento nas ferramentas caiu de quatro semanas para 14 horas.

“Dá para se imaginar o potencial dessa aplicação no teste de bugs, por exemplo, ou outras áreas em que se precisa aprender algo”, destaca o executivo.

Além disso, diz Borushek, o processo ajuda os funcionários a ficar mais focados, promove um bom relacionamento dentro da empresa e pode levar os colaboradores de iniciantes a peritos nas ferramentas em uso na organização.

“Não dá, no entanto, para sair gamificando tudo. Em casos complexos, é importante buscar a ajuda de profissionais da área de games para o desenvolvimento apropriado e escalado, do contrário, os usuários podem ir da ansiedade ao tédio com a estratégia”, alerta Borushek.

IMPLEMENTANDO
Projeto na área, sugere o executivo, devem começar com a definição de um objetivo: aumentar produtividade, diminuir erros, buscar novos clientes.

Uma vez que isso esteja definido, é preciso identificar o perfil exato do usuário.

Dentro da ferramenta, ele deverá passar por três estágios – iniciante, regular e perito. No primeiro, o mais importante é orientar. No segundo, surge o estímulo por diferenciação.

Quando alguém se torna perito, no entanto, está na hora dos acessos exclusivos.

“Isso não deve ser sem esforço. Um game tem que ser fácil de aprender e difícil de dominar”, finaliza Borushek.

A apresentação de Borushek pode ser conferida aqui.

O Baguete Diário faz a cobertura completa do evento com apoio da Softsul.