Seth Ravin, CEO da Rimini Street. Foto: Divulgação.

A Rimini Street, fornecedora independente de serviços de suporte a sistemas de gestão empresarial para SAP e Oracle, fechou um negócio com a GP Investments para capitalizar a colocar a empresa na Nasdaq.

O negócio é um pouco complicado. A GP Investments está fundindo a Rimini com a GP Investments Acquisition Corp, uma empresa sua com capital já aberto na bolsa de valores de tecnologia para captar recursos para investimentos, totalizando US$ 175 milhões.

A nova empresa se chamará Rimini e seguirá com a mesma liderança. A GP terá 25% do capital da nova empresa dois diretores em um board de nove controlado pela Rimini.

A nova Rimini tem um valor de mercado de US$ 837 milhões, quase três vezes as receitas estimadas para 2018. O faturamento no ano fiscal 2016 foi de US$ 161 milhões, uma alta de 36%

É pouca coisa frente aos bilhões anuais de SAP e Oracle, mas a companhia incomoda. 

Cada dólar de receita significa um dólar perdido para essas empresas, porque ao fechar um acordo com a Rimini, a empresa deixa de receber o suporte e os upgrades, permanecendo na mesma versão do sistema com suporte da Rimini.

A lista de soluções suportadas inclui  Business Suite e Business Objects, da SAP e Siebel, PeopleSoft, JD Edwards, E-Business Suite, Oracle Database, Hyperion e Oracle Retail, da Oracle. A promessa é por custos até 90% menores.

A Rimini emprega aproximadamente 900 profissionais em 13 países e presta serviços atualmente para mais de 1,2 mil clientes, incluindo quase 100 companhias dentre as Fortune 500 e Global 100.

No Brasil desde 2011, a Rimini e atende uma base de 41 clientes que inclui Gol Linhas Aéreas, Grupo Rodobens, Infoglobo e Atento. Em toda América Latina, o número chega a 100.