Sócios da InnHolder. Foto: divulgação/Raiar.

A InnHolder, empresa incubada na Raiar da PUC-RS, promete oferecer um serviço inovador para os turistas pelo Brasil. O conceito "Your choice, your price" permite que o hóspede aponte quanto quer pagar pela sua estadia.

No sistema, o usuário pode verificar gratuitamente hotéis, pousadas e resorts cadastrados que apresentam uma proposta de diária e, assim, fazer um lance propondo o valor que gostaria de pagar. A ideia é que as diárias custem até 60% mais barato do que no balcão.

Os fundadores Felipe Zart Broecker e Francisco Kaminski de Almeida consideram que a novidade, apresentada no final do ano passado e lançada para os usuários no mês passado, também é uma alternativa às empresas que costumam reservar quartos para funcionários a negócios ou para baixa temporada.

Atualmente com 70 estabelecimentos parceiros (da Amazônia à Porto Alegre), o objetivo da startup é chegar a mil até o final do ano, impulsionados pela proximidade de grandes eventos esportivos, como Copa do Mundo e Olimpíadas.

Segundo Broecker, a ideia surgiu quando a dupla queria iniciar um e-commerce e percebeu o quanto era conflituosa a venda de pacotes de turismo no boom dos cupons. Enquanto o comprador não se satisfazia com as restrições, as empresas ficavam com uma parcela muito pequena, já que grande parte da comissão fica para os sites de compra coletiva.

Neste novo modelo, a InnHolder fica com 10%, valor próximo ao cobrado pro agências de viagens, por exemplo. Para aumentar o número de hotéis cadastrados, recentemente, a startup contratou Leandro Guerreiro, que tem experiências em vendas e hotelaria, com passagem pela TeleListas.

"Ultimamente, temos cadastrado cinco novos estabelecimentos a cada semana", comemora o empreendedor, que tem formação em Design.

Com uma interface simples, o administrador do estabelecimento acessa um sistema em que permite cadastrar fotos, preços e responder diretamente ao cliente. O site, no entanto, não envolve o processo de pagamento, apenas a negociação dos valores.

"Consideramos que este é um modelo inovador, inédito da América Latina. Na Europa, temos alguns exemplos, mas bem diferentes, pois nosso mercado é peculiar, agora que começamos um maior padronização das estrelas. Só daqui a três anos teremos uma melhor organização", analisa.

A incubação na Raiar inclui auxílio administrativo, de marketing e físico. Por enquanto, a startup apenas conversa com investidores da área de turimo e espera encontrar um parceiro que ajude a encontrar um atalho para expandir a operação.

Até agosto, a empresa pretende ter até mil usuários ativos, mas o fundador aponta que a aderência ainda é pequena. A expectativa é atingir três perfis de público: o viajante de negócios, famílias e o solitário.

O principal desafio neste início de projeto é romper a entrada em novos destinos. "Quando apresentamos a proposta para o cliente e mostramos que um concorrente já oferece o serviço para aquela cidade, o interesse se torna maior. Aos poucos, eles enxergam que o serviço só oferece vantagens para si e para o setor", argumenta.