Como será o futuro na nuvem? Foto: Melpomene / Shutterstock

A ABES acaba de criar um comitê voltado para o modelo de comercialização de software como serviço (SaaS, na sigla em inglês).

O novo grupo tem o objetivo de identificar as melhores práticas, fomentar a inovação e orientar as empresas interessadas em migrar suas soluções para o formato. 

A entidade também tem o propósito de desenvolver uma certificação que demonstre a maturidade das empresas de software em relação ao SaaS.

O novo comitê está aberto para a participação de mais associados da ABES e já conta com Alexandre Soncini e Rafael Forte, da Vtex; Boris Kuszka e Fernanda Escobar, da RedHat; Francisco Camargo, da CLM; Onivaldo Roncatti e Leonardo Noshi, da Business Station; Ricardo Ogata, da Cisco; além de seu coordenador, Lauro de Lauro, da Dualtec, e o do diretor de Marketing da ABES, Carlos Sacco.

“Com esse novo cenário, os fabricantes e desenvolvedores necessitam de um rápido e profundo reposicionamento estratégico para entender e saber se posicionar sobre temas ligados à governança, arquitetura da aplicação, codificação, redefinição de custos, precificação, análise do comportamento dos consumidores e a dinâmica do mercado”, explica Carlos Sacco, diretor de Marketing da ABES.

A primeira atividade do Comitê será uma pesquisa junto aos associados para identificar a maturidade, tanto da empresa em estar preparada para o modelo de negócio em nuvem - que entre outros aspectos muda substancialmente o fluxo de caixa - quanto as soluções oferecidas, do ponto de vista técnico.

A Abes conta com cerca de 1580 empresas associadas ou conveniadas, distribuídas em 21 estados brasileiros, responsáveis pela geração de mais de 120 mil empregos diretos e um faturamento anual da ordem de US$ 20 bilhões por ano.

As empresas associadas à ABES representam 85% do faturamento do segmento de desenvolvimento e comercialização de software no Brasil e 33% do faturamento total do setor de TI, equivalente em 2014 a US$ 60 bilhões de vendas de software, serviços de TI e hardware.

Uma das principais bandeiras históricas da entidade é combater a pirataria de licenças de software vendidos no modelo tradicional.