Gabriel Goltz, CEO da 2Cloud. Foto: divulgação.

A solidificação dos serviços em nuvem como uma das principais tecnologias para a transformação das empresas não é mais nenhuma novidade. É um mercado que cresce continuamente a cada ano, na casa dos dois dígitos percentuais, e em 2020 deverá chegar a 17% de aumento, segundo o Gartner.

No Brasil, essa tendência não é diferente. Boa parte dos investimentos estimados para a TI das empresas terá foco em infraestrutura ou aplicações cloud, visando à melhoria de performance e eficiência de custos para suas operações.

Entretanto, em meio a tantas expectativas, promessas e oportunidades, como saber qual é o passo correto na direção da nuvem? A bem da verdade, cada empresa possui necessidades diferentes, e todas elas podem ser atendidas pela inovação que a cloud traz. A decisão certa está em perceber qual tecnologia melhor atende a tais demandas.

Para ajudar neste dilema, aqui vão três importantes dicas para guiar empresas em diferentes estágios de adoção de cloud computing:

 

1 – A nuvem é um oceano de oportunidades. Não fique apenas molhando o pé

Sabe quando você vai à praia, teme que a água esteja fria demais e fica só molhando o pé na beira do mar? Bem, muitos empresários estão assim com o uso da nuvem.

Mesmo se informando sobre todos os benefícios e ganhos que o uso de infraestrutura e aplicações na nuvem estão trazendo a grandes companhias internacionais, os investimentos em cloud das empresas daqui vão apenas para sistemas periféricos, que pouco têm a ver com o core business da organização.

Mais do que nunca chegou o momento de levar o uso da nuvem para o próximo nível, começando a migração de sistemas de missão crítica para este novo ambiente. Isso trará uma maior agilidade aos processos, descentralização de operações e ganhos significativos de performance.

Além disso, para empresas preocupadas com segurança e compliance com seus dados (ainda mais em época de LGPD), ter suas informações em uma nuvem altamente protegida e auditada regularmente pode ser um grande benefício.

 

2 – Fique de olho nos microserviços

Se você é CIO e ainda não ouviu esta expressão, prepare-se: a adoção de microserviços em nuvem será uma das maiores tendências para o futuro -  e esse futuro já começou.

Ao utilizar estas tecnologias, gestores de TI terão a possibilidade de implementar soluções já testadas e aprovadas, de maneira extremamente rápida, e capaz de entregar o resultado desejado em pouco tempo.

Os microserviços representam uma alternativa à abordagem monolítica da nuvem, onde só muda o local da infraestrutura, mas se mantem o estilo clássico de data center, banco de dados, sistema operacional e aplicação. Neste modelo, o consumidor pode ir direto para a ferramenta ou aplicação desejada, seja ela qual for, reduzindo os desperdícios.

Entretanto, por ser um tipo de aquisição one-size-fits-all, com pouco espaço para ajustes, os microsserviços pode não ser a resposta para todos os problemas. Ainda existem os casos onde os ambientes cloud necessitam de maior customização para atender às necessidades da empresa. É para isso que um parceiro especializado em cloud faz a diferença – ajudar o seu negócio a encontrar o equilíbrio e o uso ideal destas tecnologias.

 

3 – Esqueça as aplicações “de caixinha”

Já entramos em uma nova década. Não há mais tempo para nostalgia e ficar pensando como antes era mais simples a forma pela qual comprávamos software, em que era só comprar uma licença, instalar e usar por vários anos, até que fosse inevitável a necessidade de comprar uma nova versão – ou outro software.

Segundo dados da Statista, a adoção do software como serviço (SaaS), mais do que dobrou nos últimos cinco anos, e deverá gradualmente ocupar o mercado, incluindo as aplicações de missão crítica das companhias – como o ERP.

Entretanto, para usufruir ao máximo dos ganhos que o SaaS entrega (atualização constante, segurança, compliance, performance e escalabilidade), existe o desafio de integrar e fazer estas soluções cloud funcionarem da maneira ideal.

Ser assessorado por especialistas nestes momentos é fundamental. Eles são o elo entre a praticidade da cloud com a personalidade de cada empresa, criando uma experiência semelhante ao on-premise, mas turbinada com todos os benefícios que a nuvem possui.

 

* Por Gabriel Goltz, CEO da 2Cloud.