Hans Hickler, ex-presidente da DHL nos Estados Unidos. Foto: Divulgação.

Hans Hickler, ex-presidente da DHL nos Estados Unidos, agora é membro do Conselho Administrativo da SontraCargo, empresa brasileira de agenciamento de cargas através da tecnologia. 

O executivo tem mais de 25 anos de experiência na indústria do transporte de cargas. Antes da DHL, passou por outras companhias, tais como Agility Logistic, APL Logistics e American President Lines.

Além de Hickler, compõe o conselho Dimitris Raptis, executivo do banco de investimentos J.P.Morgan na Europa, África e Oriente Médio e outros dois integrantes que preferem manter o anonimato.

O SontraCargo é um aplicativo que aproxima transportadoras e caminhoneiros autônomos em busca de frete. 

O ex-presidente da DHL destaca que o transporte rodoviário é fundamental para a economia brasileira, uma vez que considera malha ferroviária mínima e que a cadeia de distribuição depende de caminhões. 

“No Brasil, cerca de 75% da carga, excluindo a oriunda do agronegócio, é movimentada com caminhões”, disse Hickler. Ao todo são 975 mil caminhoneiros autônomos e 220 mil transportadoras. 

De acordo com Federico Vega, diretor do SontraCargo, Hickler está envolvido com o projeto desde o início.  

“Ele trabalhou no desenho da estratégia de desenvolvimento do aplicativo e agora se junta a nós”, conta.

A empresa afirma que o contato com Hickler começou em setembro de 2012.

Atualmente, o SontraCargo conta com mais de 10 mil caminhoneiros autônomos cadastrados e 500 transportadoras usando o aplicativo. Em média, são disponibilizadas de 500 a 600 cargas ao dia. 

A empresa projeta chegar a uma base de caminhoneiros 150% maior até o final do ano, saltando para 25 mil. Do ponto de vista das transportadoras, a projeção é passar para 3,5 mil.

A plataforma permite que empresas divulguem as cargas que precisas ser transportadas e apontem o valor que será pago pelo serviço. O preço apresentado aos motoristas é R$ 45 mais baixo, pois essa é a taxa que fica com a SontraCargo.

O valor é relativamente pequeno em relação ao custo total de um frete, que varia de acordo com o trajeto, o tipo de carga, o modelo de caminhão, e outras especificações.

Um transporte com veículo truck de São Paulo a Porto Alegre, por exemplo, pode custar entre R$ 1,8 mil e R$ 2,2 mil. Já uma viagem de São Paulo a Maceió com carreta, pode sair por R$ 8 mil a R$ 10 mil.