SONS

App de edição brasileiro levanta US$ 1,6 milhão

17/08/2021 11:30

Plataforma já faz sucesso internacional, com 4,4 milhões de usuários em todo mundo.

Geraldo Ramos, criador do aplicativo Moises. Foto: Divulgação

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O Moises, um aplicativo de edição de músicas brasileiro que vem fazendo sucesso pelo mundo, acaba de captar US$ 1,6 milhão, em uma rodada liderada pelo Kickstart Fund

Com um ano e meio de operação, o Moises tem mais de 1,5 milhão usuários ativos por mês e cerca de 4,4 milhões de usuários utilizando a versão gratuita do aplicativo.

São cifras que colocam o app brasileiro como o aplicativo de música nº 2 na App Store dos EUA (atrás apenas do Spotify) e nº 1 no Japão (à frente da Amazon Music e Spotify).

A plataforma, lançada no final de 2019, permite ao usuário criar, de maneira intuitiva, samples ou karaokês com qualidade profissional enviando sua própria música e separando os sons de cada instrumento, como bateria, violão, voz entre outros.

O Moises foi criado por Geraldo Ramos, um profissional de tecnologia brasileiro residente nos Estados Unidos desde 2012. 

Ramos é baterista amador e apaixonado por música. Foi co-fundador da empresa Hackhands e 6PS Group, e hoje está focado na liderança do aplicativo Moises.

“Recentemente houve um grande avanço nessa área de separação de música, e surgiu um algoritmo da Deezer da França, onde eles liberaram o software em código aberto. Fiz uns testes e gostei pra caramba”, conta Ramos.

O desenvolvedor melhorou a interface, tornando ela mais acessível para o usuário comum, chegando logo a 50 mil usuários e lançando uma versão paga. Foi quando o empreendedor decidiu deixar seu emprego e focar 100% no Moises.

Em dezembro do ano passado, o app bateu um milhão de usuários. A empresa quer chegar a dez milhões até o final de 2021.

A separação dos sons utiliza do Machine Learning, onde algoritmos foram treinados para entender cada instrumento. Quanto mais dados são armazenados, melhor ele fica.

A meta do Moises é atender desde um músico amador que busca gravar covers a um produtor que esteja precisando isolar uma faixa.

O modelo de negócio do aplicativo está apoiado na assinatura mensal, que custa US$ 3,99, nos EUA, e R$ 16 no Brasil.

O aplicativo possui também uma versão gratuita com algumas funções limitadas, como upload de até cinco músicas no mês. Na versão paga, o usuário tem número ilimitado de uploads de músicas e todas as ferramentas disponíveis.

A plataforma até então, não lida com os direitos autorais porque o aplicativo é uma ferramenta de processamento de áudio. 

“É como se fosse um PhotoShop. Imagine que no PhotoShop você pode subir qualquer imagem e fazer a edição, é a mesma coisa com o aplicativo”, conta o fundador.

A plataforma mantém contato com investidores do Brasil e possui um time de quase 30 pessoas no País e nos Estados Unidos de forma remota.

“Conseguimos pagar todas as contas com as assinaturas, e queremos agora investir em outras áreas, como pesquisa e marketing”, projeta Ramos.

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