Glass e além. Foto: divulgação.

O Google está disposta a tentar de novo nos wearables. Depois de ver o projeto do Google Glass, seu óculos de realidade aumentada, perder o fôlego, a empresa de Mountain View quer emplacar o Project Aura.

Para encabeçar a nova iniciativa e começar o desenvolvimento do misterioso novo produto, a empresa contratou especialistas do Lab126, divisão da Amazon para eletrônicos.

Segundo informações, do Business Insider, o Project Aura teve começo em junho e deve reaproveitar o caminho deixado pelo Google Glass, desenvolvendo novos recursos a partir da pesquisa do óculos. A informação foi confirmada pelo Google em anúncios de vagas em sua página no Linkedin.

O Project Aura será supervisionado diretamente pelo CEO Tony Fadell, que assumiu o controle do Google após o redesenho estrutural que colocou a empresa abaixo do guarda-chuva da Alphabet. Segundo a companhia, por enquanto o Aura não será um divisão separada dentro da Alphabet.

Para anlistas, o Aura - não confundir com o Ara, iniciativa para smartphones - representará um bem-vindo rebranding para o enfraquecido Google Glass, ajudando a empresa a voltar a competir com outras empresas que estão ganhando mercado na área, como Apple, Microsoft e Facebook, com o Oculus Rift.

O Google não deu maiores detalhes sobre como o Aura será diferente do Glass, que nunca de fato chegou ao consumidor final e aos poucos foi largado por desenvolvedores. Na descrição divulgada pela companhia, o projeto é referido como "Glass and beyond" (Glass e além).

A favor do Aura, o time de especialistas contratados é o mesmo que esteve por trás de best-sellers eletrônicos da Amazon, como o Kindle, o tablet Fire e o set-top box Fire TV. Além disso, funcionários da Apple que trabalharam nas últimas iterações do iPhone também foram contratados.

Se o Project Aura representa um novo caminho para o Google trabalhar os wearables para o consumidor final, isso não representa totalmente o fim do Glass. Em julho, o produto foi anexado ao Glass For Work, iniciativa que já existia desde o tempo que o wearable era visto ainda como um gadget atraente para o consumidor final, mas focava no desenvolvimento de aplicações em áreas como saúde, manufatura, utilites, assim como outros setores que poderiam se beneficiar com recursos de realidade aumentada.

Agora, porém, a briga pelo terreno dos óculos de realidade aumentada, assim como o dos wearables, está bem mais povoado. Nomes como Apple e Samsung já atacam o mercado com seus relógios inteligentes, e a Microsoft anunciou este ano o HoloLens, seu óculos próprio de RA, que deverá rodar com o novo Windows 10.