Funcionários da Procempa votaram por voltar ao trabalho. Foto: Carlos Osório/ Sindppd/RS

Os funcionários da Procempa, estatal de TI da prefeitura de Porto Alegre, encerraram a greve e voltaram ao trabalho nesta segunda-feira, 16. 

A paralisação havia começado na terça-feira, 10.

Pelo acordo, a Procempa desistiu de alterações como a redução do anuênio e cortes nos auxílios alimentação e refeição, além do fim da licença-prêmio.

Os funcionários, por sua parte, aceitaram ficar sem reajuste salarial ou de benefícios, assim como perder os dias de greve.

Em nota, o Sindppd-RS, sindicato que representa os funcionários da Procempa, destaca que esse é o terceiro ano sem reajuste, resultando em uma perda de salário real de 13% no acumulado do período devido à inflação.

A Procempa tem parado com frequência nos últimos tempos. A última greve foi convocada em junho de 2018. Outra já havia sido feito em novembro de 2017.

A estatal tem 300 funcionários e é responsável pela manutenção e desenvolvimento de sites de secretarias e órgãos públicos municipais, além de manter uma rede de fibra ótica na cidade, a Infovia. 

Durante a campanha eleitoral e depois de eleito, o prefeito Nelson Marchezan (PSDB) fez repetidos comentários sobre a necessidade de mudanças drásticas na Procempa, uma companhia que na opinião do prefeito está inchada e custa caro para o contribuinte.

A nomeação para presidência de Paulo Miranda, ex-secretário Municipal da Informação e Tecnologia da Prefeitura de Curitiba, parecia sinalizar mudanças.

Isso porque Curitiba, onde o novo presidente da Procempa foi secretário, não tem uma estatal municipal de processamento de dados.

Esse papel é executado pelo ICI (Instituto das Cidades Inteligentes), uma associação sem fins lucrativos focada em fornecer soluções de tecnologia para diferentes prefeituras, incluindo a capital paranaense.

Nos últimos meses, no entanto, a Procempa parece ter saído do foco de atenção de Marchezan, que tem que lidar com uma crise fiscal na cidade, além com uma série de brigas dentro da própria prefeitura, incluindo uma decisão recente de exonerar os CCs do próprio vice-prefeito, cujo partido, o PP, abandonou a coalizão de governo. 

Com o fim da greve na Procempa, as atenções se voltam para a Procergs, estatal estadual de TI, onde a paralisação segue em curso desde o final de agosto.