Cadê os profissionais? Foto: reprodução.

Um estudo divulgado pela Softex aponta que o Brasil pode chegar em 2020 com um déficit de mão de obra qualificada em TI de 408 mil profissionais.

A estimativa, que aponta um quadro grave, caso o País não reforce programas para reverter a situação, mostra que a escassez de mão de obra qualificada é um problema educaional.

Para especialistas como Paulo Villela, da Universidade Federal de Juiz de Fora, a área acadêmica forma um profissional mais abrangente e não voltado para tecnologias e necessidades específicas e imediatas, justamente o que a indústria requer.

Por outro lado, isso dificulta a formação de profissional para tecnologias específicas, uma vez que elas mudam radicalmente a cada dois ou três anos.

Para o professor da UFJF, essa carência decorre, em grande parte, da falta de sintonia entre o perfil profissional que as empresas precisam e o que as escolas técnicas e as de nível superior formam.

"O número de profissionais graduados seria suficiente para atender à demanda do mercado de trabalho. Porém, nem todos que se formam atendem às expectativas dos empregadores”, pondera.
 
A preocupação é compartilhada também por outras consultorias no setor de tecnologia. Um estudo da IDC, encomendado pela Cisco em abril, destacou que até 2015 a demanda na América Latina por profissionais de TI especializados em rede será 35% maior que a força de trabalho disponível, chegando a um déficit de aproximadamente 296 mil trabalhadores.

Novas tendências estão aumentando este buraco no mercado de trabalho, afirma o IDC. Computação em nuvem, mobilidade, transmissão de vídeo mobile, entre outras tecnologias, são alguns dos novos mercados em busca de trabalhadores.

Entre as 767 organizações entrevistadas, 87% disseram que vão contratar especialistas com habilidades extras nessa área nos próximos 24 meses.

Para 75% das empresas consultadas, as certificações exercem um papel importante porque atestam o conhecimento dos profissionais em redes.