Danilo Giroldo, vice reitor da Furg.

A Ecovix, estaleiro que tem em carteira R$ 6,1 bilhões em projetos para a Petrobrás a serem executados em Rio Grande, deu o primeiro passo para ser a âncora inicial do parque tecnológico que a Furg deve instalar até a metade de 2014 dentro do campus da universidade federal.

Furg e Ecovix assinaram no final de setembro um protocolo de intenções pelo qual a empresa se compromete a participar do edital que a universidade lançará com essa finalidade ainda este ano.

O edital e aberto e podem participar outras empresas, mas como indica o interesse demonstrado pela assinatura do protocolo, a Ecovix está adiantada no processo de deve ser a vencedora.

A universidade lidera a construção de dois prédios de 1,3 mil metros quadrados cada um em uma área com 5 hectares do campus em Rio Grande. Eles devem receber entre 10 e 15 empresas.

Até agora foram investidos no parque R$ 6,6 milhões. O dinheiro é de  duas rodadas do PgTec, programa do governo do estado de fomento a parques tecnológicos, ao qual se somaram contrapartidas da Furg e da prefeitura de Rio Grande. Até o final do ano, deve vir um novo aporte do PgTec.

O parque aposta em cinco eixos – construção naval e offshore, obras costeiras e oceânicas, biotecnologia, energia e logística – cada um deles voltado ao desenvolvimento de tecnologias e soluções para o setor.

Hoje, estão sendo construídos os estaleiros instalados na metade do Sul do Rio Grande do Sul, com projetos num valor de mais de R$ 10 bilhões com a Petrobrás, um terço do total do país todo.

Além da Ecovix, estão na região gigantes como EBR, IESA e Quip, aos quais se juntou recentemente a Wilson, Sons. A ideia por trás do Oceantec é aproveitar o embalo dos projetos da estatal petrolífera e transformar Rio Grande no centro de um pólo que possa competir em nível mundial.

“Os países da Ásia se tornaram potências na área naval investindo em tecnologia. Se nós quisermos recuperar nosso lugar nesse mercado, devemos fazer o mesmo”, afirma Danilo Giroldo, vice reitor da Furg, que esteve em Pelotas nesta quarta-feira, 16, falando no evento Digital Cities.

Giroldo, que até pouco tempo atrás era pró-reitor de pesquisa e inovação da instituição, destaca a qualidade acadêmica da Furg como um dos pontos fortes do futuro parque.

Hoje, a instituição tem 13 mil alunos, três mil deles em pós-graduações, incluindo as áreas de engenharia mecânica, química, oceânica e da computação, que são considerados os cursos com maior aderência ao futuro perfil das companhias instadas no local.

Maurício Renner viajou a Pelotas a convite da organização do Digital Cities.