Estação solarimétrica do Tecpar. Foto: divulgação.

O Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar) integrou sua estação solarimétrica à rede nacional do Sistema de Organização Nacional de Dados Ambientais (Sonda), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

Com os dados coletados pela plataforma, o Paraná passa a ter um levantamento próprio da insolação no estado e, ao ser integrado à rede nacional, passa a estudar o potencial de geração de energia solar em todo o território paranaense.

A estação instalada faz parte da Plataforma Experimental do Programa Smart Energy Paraná, vinculado ao Programa Paraná Inovador, da Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti).

O programa tem o objetivo de consolidar a competência do Paraná em geração distribuída por fontes de energias renováveis conectadas a redes inteligentes. Um dos objetivos do programa é implementar a plataforma de certificação e exposição de tecnologias no Tecpar, que é o executor do programa.

O projeto Sonda, do Inpe, por sua vez, busca implementar em todo o país uma infraestrutura destinada à montagem e melhoramento da base de dados para o levantamento dos recursos de energia solar e eólica no Brasil. Hoje, 13 estados já participam do projeto Sonda.

De acordo com Celso Fabrício de Melo Junior, coordenador da Plataforma Experimental do Programa Smart Energy Paraná, o estado não contava até então com dados próprios do potencial solar e os estudos eram feitos com base na extrapolação de informações vindas de Santa Catarina e São Paulo.

"Agora, conseguiremos analisar com objetividade qual é o potencial energético do nosso estado e ajudar o Inpe a planejar o uso da energia solar no Paraná", comemora Melo Junior.

De olho em evoluir sua infraestrutura em energia eólica, o Paraná vem anunciando iniciaticas para bombar este segmento. Em abril, a Aider Telecom apresentou ao governo do Paraná nesta terça-feira, 15, um projeto de instalação de uma indústria no estado.

A empresa busca soluções tecnológicas e trabalha com painéis fotovoltaicos (solares), lâmpadas de led e medidores digitais inteligentes (smart grids). O plano é de investir R$ 26,4 milhões na construção da unidade que deve gerar mil empregos diretos e indiretos em cinco anos.