Ronaldo Oliveira.

Ronaldo Oliveira, ex-diretor de vendas da companhia brasileira especializada em gerenciamento de comunicações (CCM, na sigla em inglês) Direct One, acaba de assumir o aparentemente recém criado cargo de diretor regional para o sul da América Latina da PTC, multinacional americana de gestão de ciclo de vida do produto (PLM, na sigla em inglês). 

Antes da Direct One, onde entrou em 2015, Oliveira foi diretor regional para o Brasil da Pitney Bowes, uma multinacional do segmento de gestão de informações e foi gerente de negócios da Progress, empresa de tecnologia e banco de dados.

O background de Oliveira tem a ver com a parte com mais potencial de crescimento da PTC, conhecida pelo software de CAD Creo, mas que nos últimos anos tem colocado ênfase crescente em PLM (um tipo de tecnologia no qual gestão de documentação é um ponto chave) e Internet das Coisas, pelo lado de desenho de sistemas.

“Assumo a função de diretor regional da PTC como um grande desafio na minha carreira. Nossa meta é  expandir a atuação da empresa pelo crescimento orgânico  nos setores de telecom, agrobusiness e manufatura, como também com novos parceiros de negócios”, destaca Oliveira.

O cargo de diretor regional para o sul da América Latina inclui o Brasil e outros países não revelados pela PTC na região.

Ao que parece Oliveira entra no lugar de Marcos Primo, contratado para o cargo de country manager Brasil da PTC em julho do ano passado. Segundo o Baguete pode averiguar, 

Primo assumiu ainda neste mês o cargo de diretor de contas sênior da OpenText, uma multinacional da área de gerenciamento de informações.

Quando Primo entrou na empresa vindo da SAP, a PTC estava sem um executivo exclusivamente à frente das operações no Brasil desde fevereiro de 2015, quando Hélio Samora, VP de Vendas para América Latina saiu para a assumir a presidência da Hexagon Mining nos Estados Unidos.

Samora fez carreira na PTC, onde trabalhou por quase duas décadas, participando da abertura da subsidiária brasileira da empresa, ainda em 1996 e depois a do México, em 1998.  

Com Primo e agora Oliveira, a PTC está tentando emplacar um perfil diferente de profissional para comandar a operação no país.

No universo de CAD e PLM no qual a PTC é conhecida, onde os executivos costumam girar entre os quatro maiores players do mercado (Dassault, Autodesk e Siemens) e os seus maiores canais no país.

Nos últimos anos, no entanto, a PTC vem mudando, com a meta de oferecer uma solução completa para a gestão do ciclo de vida do produto, que cada vez mais inclui também a gestão de aplicações embedadas em máquinas e artigos de consumo.

Nos últimos anos, a PTC vem empilhando aquisições visando concretizar essa visão em um porfólio de produtos, incluindo soluções de gestão de ciclo de vida de aplicações de software, outra para serviços e uma plataforma de desenvolvimento para Internet das Coisas, a um custo total de US$ 620 milhões.

A estratégia ainda precisa dar resultado em termos de faturamento. A PTC tem crescido pouco ou nada nos últimos anos.

No último ano fiscal, encerrado em outubro do ano passado, o resultado foi US$ 1,14 bilhão, uma queda de 8,8%.