2013 promete luz para indústria de semicondutores. Foto: Flickr.com/67304318@N07

A receita com vendas globais de semicondutores vai cair 3% em 2012, em relação ao ano passado, devendo fechar em US$ 298 bilhões, segundo o Gartner.

Quadro que deve melhorar em 2013, para quando a consultoria prevê alta de 4,5% ano/ano, com vendas de US$ 311 bilhões.

Boa notícia para empresas da área brasileiras ou atuantes no país.

No primeiro caso, a gaúcha Ceitec, que atua no projeto de semicondutores e em julho deste ano iniciou a fabricação de seus primeiros wafers (lâminas de silício para fabricação dos chips), com receita geral prevista em R$ 300 mil para 2012 e R$ 1 milhão para 2013.

No segundo, a americana Qualcomm, que em agosto passado assinou uma parceria com a brasileira CCE, pouco antes de esta ser comprada pela chinesa Lenovo, para desenvolvimento desde a placa e produção local de smartphones e tablets com tecnologia 3G.

Na análise do Gartner, em 2012 os 25 principais fabricantes do segmento tiveram redução na receita, com média de - 4,2% na comparação anual, e no market share geral, que veio de 69,2% em 2011 para atuais 68,2%.

Para o diretor de Pesquisas do Gartner, Steve Ohr, as baixas se atribuem a incertezas quanto à macro economia mundial, que retiveram as vendas e represaram os estoques das fabricantes, afetando tanto a indústria de chips quanto a de computadores.

Neste último segmento, a produção caiu 2,5% em 2012, em comparação com 2011, o que inclui o mercado de portáteis.

Entre as fabricantes de semicondutores, a Intel segue líder, com share de 16,6%, seguida por Samsung, com 8,4%, e Qualcomm, com 4,4%.

DIAS MELHORES VIRÃO
De acordo com a análise do Gartner, o tempo deve virar para melhor nos próximos anos: se em 2013 espera-se crescimento de 4,5% sobre 2012, para 2014 a projeção é de expansão anual na casa dos 9,9% para a indústria de semicondutores, chegando à receita de US$ 342 bilhões.

Quanto à produção geral de computadores, a queda de 2,5% em 2012 se transforma em crescimento definido pela consultoria como “fraco” em 2013.

A mobilidade deverá impulsionar a expansão, aumentando em cerca de 33% sobre 2012.

Dentro disso, os tablets têm alta prevista de 38,5%, chegando a 207,1 milhões de unidades no ano que vem.