Xiaomi vendeu menos. Foto: divulgação.

A Xiaomi anunciou seus resultados globais de vendas em 2015, apontando uma queda em relação às suas expectativas para o ano.

Segundo divulgou a companhia para a Bloomberg, a fabricante chinesa vendeu cerca de 70 milhões de unidades entre janeiro e dezembro, 10 milhões a menos do que tinha planejado para o período.

Em e-mail enviado para os funcionários, o fundador da companhia, Lei Jun, afirmou que a estimativa inicial de 2015 foi de 100 milhões aparelhos comercializados, meta que foi reajustada para 80 milhões durante o ano.

Entretanto, Jun afirmou que a desaceleração da economia chinesa comprometeu ainda mais os resultados da companhia, em um “forte golpe” na moral da empresa.

Além da economia desfavorável, a empresa também teve que lidar com o crescimento de concorrentes locais como Meizu e Huawei. A Huawei vendeu 100 milhões de smartphones em 2015, chegando na terceira posição no ranking das fabricantes de celulares e mirando os mercados europeus e norte-americanos.

Para recuperar o espaço perdido, Jun destacou aos seus mais de oito mil funcionários que a empresa reagirá no segmento, assim como em novas áreas como equipamentos ligados à robótica e realidade virtual.

Além disso, a companhia está investindo em novos mercados além da Ásia. Um deles é o Brasil, em que a companhia entrou em junho do ano passado, vendendo o smartphone Redmi 2.

Apesar do hype inicial, a empresa enfrentou um esfriamento de sua operação de vendas online, principal modelo comercial da marca. Para compensar isso, recentemente a companhia firmou parcerias com outros canais de e-commerce, como Casas Bahia e Extra, assim como levou seu aparelho para as lojas da Vivo para venda física.