CRISE

TI pede saída de Dilma Rousseff

18/03/2016 19:47

Dilma e Lula, durante posse de Lula na Casa Civil. Foto: Agência Brasil

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O Seprorgs e a Assespro-RS, duas das entidades de TI mais importantes do Rio Grande do Sul, publicaram notas nesta sexta-feira, 18, pedindo a saída de Dilma Rousseff da presidência da república.

“Entendemos que os fatos apresentados ao longo desta semana agravaram a crise política e econômica pela qual passa o país, extinguindo as condições de governabilidade da atual gestora”, resume o Serprogs.

O sindicato patronal de TI do Rio Grande do Sul pede “afastamento imediato” da presidente, sem chegar a mencionar a palavra “impeachment”. 

Provavelmente, isso tem que ver com o fato de que, além do processo de impedimento em curso na Câmara de Deputados, a presidente também pode ter sua chapa cassada pelo Supremo Tribunal Eleitoral.

Subscrevem a nota do Serprogs a Ativales, Trino Polo e Polo Sul, entidades regionais de TI dos vales do Rio Pardo e Taquari, Serra Gaúcha e Planalto.

A nota da Assespro-RS não chega a pedir explicitamente a saída de Dilma, mas a implicação fica clara no contexto.

“Os trâmites de impeachment devem ser cumpridos e entendemos que a apuração das denúncias referidas é um ato democrático e republicano”, aponta a nota.

De acordo com a Assespro-RS, o Brasil não pode “aguardar mais pela retomada da economia, da boa governança, da moralidade e pluralidade e especialmente de um ambiente saudável para pessoas e empresas construírem um país melhor e mais justo”.

A InternetSul, entidade que representa empresas do setor de Internet do Rio Grande do Sul e Santa Catarina, também divulgou nota, apoiando abertamente o impeachment. "O governo atual perdeu toda a credibilidade, ados os fatos revelados nos últimos dias", avalia a Internetsul.

Tanto Assespro-RS quando o Serprorgs se adiantaram às entidades nacionais de TI em defender a saída da presidente Dilma. 

A Assespro Nacional não fez nenhuma comunicação sobre o assunto (nem o fará, segundo pode averiguar a reportagem do Baguete). A Fenainfo, à qual o Serprogs é filiado, também não se posicionou. 

A Brasscom, talvez a entidade de TI mais poderosa do país, também não falou. 

Os acontecimentos desta semana, na qual o ex-presidente Lula foi nomeado ministro da Casa Civil (no momento, uma liminar barra a posse) e o juiz Sérgio Moro tornou públicas uma série de gravações mostrando os bastidores da administração petista, esquentaram o clima político e afastaram ainda mais o prospecto de recuperação econômica, motivando entidades empresariais a tomar posição.

O movimento foi liderado pela Fiesp, que ainda na quarta-feira, 16, se posicionou publicamente como favorável ao afastamento da presidente Dilma Rousseff. Desde então, sede da entidade na avenida Paulista tem sido iluminado com os dizeres “Impeachment Já” e se tornou um foco dos protestos na capital paulista.

A Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp) e a Associação Comercial de São Paulo (ACSP) também manifestaram-se nesta quinta-feira pela renúncia de Dilma Rousseff.

A Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (Fiergs) apenas replicou comunicado da Confederação Nacional da Indústria (CNI), em que pede o fim da crise política, mas sem sugerir afastamento de Dilma.

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