E-COMMERCE

Amazon suspende envio de produtos não essenciais

18/03/2020 16:10

Em seus armazéns, empresa vai priorizar mercadorias relacionadas à pandemia de coronavírus.

Nos Estados Unidos, 100 mil novos funcionários devem ser contratados. Foto: divulgação.

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A Amazon suspendeu todos os envios de fornecedores para seus armazéns até o dia cinco de abril, com exceção para suprimentos médicos e produtos que considera de alta demanda.

De acordo com o site Independent, a gigante do comércio eletrônico vai priorizar produtos relacionados à crescente pandemia de coronavírus para que seja possível receber, reabastecer e enviá-los mais rapidamente aos clientes.

Outros produtos que já estão a caminho dos depósitos da empresa serão aceitos e enviados, mas nenhuma nova mercadoria deve ser aceita pelas próximas três semanas.

"Entendemos que é uma mudança para nossos parceiros de vendas e agradecemos sua compreensão, pois priorizamos temporariamente esses produtos para os clientes", destacou  um porta-voz da Amazon ao Independent.

A decisão acontece depois que o site viu um aumento nas compras em todo o mundo, começando a esgotar o estoque de materiais de limpeza, como papel higiênico, e outros itens necessários para a prevenção do Covid-19, como máscaras.

Segundo a publicação, muitos comerciantes independentes já enfrentavam problemas com a venda de seus produtos depois das fábricas na China terem fechado durante o surto.

Como a China parece ter controlado a disseminação do coronavírus, algumas dessas fábricas foram abertas. Mas agora os comerciantes terão que decidir o que fazer com seus produtos. 

Eles ainda poderão vender seus produtos através da Amazon sem usar os armazéns da empresa, mas teriam que encontrar um armazém independente.

A Amazon informou que vai notificar vendedores e fornecedores assim que decidir retornar às suas operações normais.

O principal problema para a Amazon, no entanto, pode estar na força de trabalho dentro dos centros de distribuição.

Na Itália, os 1,1 mil funcionários do armazém da Amazon, que fica nos arredores de Milão, estão em greve após dois colegas testaram positivo para o coronavírus.

De acordo com o site Business Insider, a reivindicação é de que empresa não estaria cumprindo as regras do governo sobre a contenção da pandemia, como implementar medidas adequadas de higiene e distanciamento social.

A Itália adotou uma legislação de emergência no início deste mês, exigindo que as pessoas permaneçam a um metro de distância uma da outra o tempo todo.

Já a Amazon afirma que está cumprindo as diretrizes locais, tomando precauções extras, incluindo aumentar a frequência de limpeza nos armazéns e alterar as políticas regulares de armazenamento em locais onde é difícil manter a distância entre as pessoas.

"Para os funcionários de escritório, a Amazon restringiu as viagens e pediu aos funcionários que trabalhassem em casa, mas não adotou medidas iguais e adequadas para lidar com a crise em seus centros de abastecimento”, afirmou a UNI Global Union, aliança sindical dos trabalhadores internacionais, ao BI.

Três colaboradores de um armazém da empresa na Espanha também testaram positivo para o vírus.

A Amazon afirmou que, ao invés de fechar os locais, está tentando aumentar a presença em seus armazéns em geral. 

À medida que mais países avançam em direção ao isolamento social e bloqueios, a empresa registra um aumento na demanda, pois os cidadãos evitam ir às lojas e fazem pedidos on-line.

Nos Estados Unidos, 100 mil novos funcionários devem ser contratados em resposta à crescente demanda, tanto em período integral quanto em meio período.

Os funcionários horistas também receberão um aumento salarial de US$ 2 por hora até abril por conta dos serviços necessários durante a pandemia.

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