Bayard Gontijo, da Oi, e Lucio di Domenico, da Descarte Certo. Foto: Baguete.

Em parceria, a Oi e a Descarte Certo anunciaram nesta quinta-feira, 18, um investimento de R$ 2 milhões para lançamento de uma unidade de manufatura reversa em Novo Hamburgo, resultado da aquisição de 80% da Reverse, empresa de reciclagem e gerenciamento de resíduos eletrônicos estabelecida na cidade há cerca de cinco anos.

O investimento será liberado ao longo de 18 meses, destinado à ampliação da fábrica, que terá sua capacidade de tratamento de resíduos quadruplicada para cerca de 1,8 mil toneladas/ano, além da contratação de aproximadamente 200 colaboradores diretos.

Somando os indiretos, a meta é gerar em torno de 1 mil empregos na planta do Vale do Sinos, conta o diretor-presidente da Descarte Certo, Lucio di Domenico, que comenta que a atual gestão da Reverse se menterá no negócio.

“Em 2013, estima-se que o Brasil produzirá cerca de 1 milhão de toneladas de resíduos eletrônicos, e, disso, a região Sul fica com 16% da geração. Da fábrica hamburguense, poderemos atender a mais de 10% dos resíduos da região”, explica Domenico.

A fábrica é a segunda inaugurada pela Oi e Descarte Certo, que firmaram parceria no fim do ano passado para a implantação de seis unidades de remanufatura no Rio Grande do Sul, São Paulo, Pernambuco, Amazonas, Goiás e Rio de Janeiro.

Além de Novo Hamburgo, houve a ampliação de uma unidade em Americana, no interior paulista.

As demais plantas serão construídas ao longo de seis anos, com investimento total de R$ 10 milhões por parte da operadora e de R$ 6 milhões da empresa de reciclagem.

Ao todo, o parque somará 18 mil metros quadrados, gerando cerca de cinco mil empregos diretos e indiretos, com capacidade para processamento mensal de 1,2 mil toneladas de resíduos produzidos pela própria Oi, seus fornecedores, clientes e colaboradores.

O diretor de Tesouraria e Relações com Investidores da Oi, Bayard Gontijo, explica que as ações antecipam a adequação da tele à Lei 12.305, que se enquadra na Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) e será obrigatória a partir do segundo semestre de 2013.

A lei prevê a responsabilidade compartilhada dos geradores de resíduos pelo seu descarte inadequado.

“Nossa aliança com a Descarte Certo teve uma primeira fase de análise e avaliação de locais, agora vive a segunda, de implantação das unidades e, logo, o cadastramento de PDVs para coleta, e terá uma terceira, quando os celulares Oi já serão vendidos com certificado desta parceria, uma garantia de que seus resíduos serão corretamente gerenciados e descartados”, afirma Gontijo.

A Oi já recolhe resíduos eletrônicos em suas cerca de 200 lojas e mais de 500 parceiros comerciais pelo país, com gerenciamento do material descartado encaminhado a empresas de reciclagem homologadas por autoridades da área ambiental.

Agora, a gestão se centraliza na Descarte Certo.

Só em 2011, um ano antes do início da aliança com a companhia, os prestadores de serviço da operadora encaminharam mais de 3,3 mil toneladas de material para reciclagem, incluindo pilhas, baterias, cabos telefônicos, sucatas de informática, entre outros.

Somando-se também o material recolhido junto a clientes e funcionários, nos PDVs e unidades administrativas da Oi, o volume sobe para 43 mil itens em 2011.

“Com a inauguração da unidade em Novo Hamburgo e a previsão de instalação das fábricas para reciclagem de lixo eletroeletrônico nas cinco regiões do país, reforçamos nosso compromisso socioambiental, na vanguarda do setor de telecom em relação ao gerenciamento dos resíduos da atividade produtiva”, finaliza Gontijo.