Paulo Borba.

Paulo Borba, ex-gerente de TI da fabricante de equipamentos para construção e manutenção de estradas Ciber, acaba de criar a Borba&Lewis, uma consultoria especializada em projetos com produtos da Infor.

O empresário foi presidente do grupo de usuários Infor por quatro anos e eleito em 2014 pela IT Leaders como um dos quatro melhores CIO’s do ano no ramo de manufatura. Na Ciber, Borba foi premiado pela melhor implantação Infor em 2009.

O foco da consultoria será atender os clientes que possuem o ERP BAAN e LN, que hoje em sua maioria são indústrias filiais de grandes multinacionais globais presentes no país. 

A nova empresa tem acordos com a indiana NicheBees e a americana Merino Services, duas consultorias de gestão com práticas de Infor.

“Estamos iniciando nossa trajetória com uma média de 20 anos de experiência de nossos profissionais,  que em sua maioria são referencia no mercado da Infor no Brasil, possibilitando sermos o braço direito dos gestores para fazer seu ERP ter mais valor ”, explica Borba.

Borba está entrando no mercado Infor em um momento promissor. Em março, a empresa anunciou Paulo Padrão, executivo que estava nos últimos 15 anos nos Estados Unidos, liderando a área de serviços da Avaya, como o novo responsável pelos seus negócios na América Latina.

A Infor parece realmente estar apostando no Brasil. A subsidiária nacional se mudou para a Torre Z, um novo arranha céu no Brooklin, onde também fica a sede da Procter and Gamble, em uma tacada que, de acordo com Padrão, custou US$ 3 milhões.

Padrão é um executivo de alto perfil. Antes de entrar na Avaya, representou por quatro anos nos Estados Unidos a iFactory Solutions, integradora brasileira que tem parcerias com SAP, Oracle, IBM e Totvs.

Também comandou as operações latino americanas da Novell, Vignette Corporation e foi diretor de alianças estratégicas da IBM para Americas.

Parte da movimentação que Padrão deve promover diz respeito à política de canais.

A última informação a que a reportagem do Baguete teve acesso sobre o assunto, em 2011, apontava que as vendas indiretas totalizam apenas 25% do faturamento da companhia do país, sendo feitas por uma rede de 14 parceiros, 13 deles no nível mais básico do programa de canal.