Nelson Franco

A Softex criou uma certificação de qualidade de processos de Recursos Humanos, que acaba de avaliar suas duas primeiras empresas: a  Soll-Getway, de Campinas, e a  Datacoper, de Cascavel, no Paraná.

O selo MPS.BR RH segue a mesma dinâmica do MPS.BR de qualidade de software, com níveis identificados de G até A

Como já acontece com as certificações para as áreas de software e serviços, o MPS.BR é uma composição de diferentes metodologias, incluindo as ISOs 9001 e 15504, o modelo P-CMM, um desdobramento focado em RH do sistema americano de qualidade de software CMMI, além de uma norma mexicana e modelos de excelência como o PNQ – Prêmio Nacional da Qualidade. 

“Nossa meta é avaliar a capacidade das empresas de contratarem e reterem seus talentos”, explica Nelson Franco, gerente da área de Qualidade da Softex.

De acordo com Franco, as duas certificadas participaram da fase beta do novo modelo, que deve ser disponibilizado de maneira geral para o mercado do segundo semestre.

“Aproveitamos esse momento para realizar uma reestruturação de processos na área de Recursos Humanos centrados no cliente, com o objetivo de ter cada vez mais transparência nas práticas da nossa organização, de forma que sejam acessíveis a todos os colaboradores”, revela Sidney Terribele, diretor de Operações da Datacooper. 

Até o momento, além da Softex, já tem consultores certificados em MPS.BR RH a ASR Consultoria, Implementum e Qualityfocus

Agora é ver se a Softex terá o mesmo sucesso com o MPS.BR RH do que teve com os outros modelos, que já totalizam mais de 600 avaliações pelo Brasil, e, no caso da certificação de qualidade de software.

Lançado em 2003, o MPS.BR Software conseguiu vencer a concorrência com o modelo americano CMMI. Em 2014, por exemplo, foram feitas no Brasil apenas 33 avaliações ou reavaliações de CMMI, contra 40 em 2013 e 22 em 2012.

No caso do MPS.BR RH, nenhum dos modelos que serviram para compor o novo modelo é tão hegemônico como o CMMI chegou a ser.

O “concorrente” mais direto do novo modelo são as premiações do instituto Great Place do Work, que anualmente libera diversas listas com as “melhores empresas para trabalhar” por regiões, tamanho e setor econômico.

Embora as participantes sejam avaliadas por uma metodologia da empresa, o retorno de participar no Great Place do Work é visto menos em termos de consultoria do que da visibilidade na mídia e nos materiais de divulgação das empresas ostentando o selo.