Descanse em paz. Foto: divulgação.

Se você é proprietário de um Playbook, tablet lançado em 2011 pela Blackberry e que não foi um grande sucesso de vendas, saiba que a fabricante canadense abandonou de vez o suporte ao dispositivo, anunciando o fim de suas atualizações.

O anúncio foi feito pelo o vice-presidente da empresa, Alec Saunders, que divulgou em sua conta no Twitter que o Playbook não terá nenhuma atualização significativa em seu firmware.

A declaração do VP é mais um prego no caixão do tablet, que vendeu decepcionantes 2,5 milhões de unidades em todo o mundo, rendendo um prejuízo de US$ 485 milhões à companhia.

Outra declaração pouco favorável foi do próprio CEO da Blackberry, Thorsten Heins, que afirmou que o BB10, mais recente sistema operacional da empresa, não sairia para o Playbook.

Ao responder às manifestações de seguidores, Saunders foi ainda mais contundente para explicar o "abandono" de seu produto.

"O Playbook não possui capacidade para rodar o BB10 de maneira aceitável”, disparou.

Pelo jeito, agora o foco da Blackberry volta ao mercado de smartphones, cujo sistema BB10 foi elogiado por diversos especialistas em seu lançamento no início do ano. No entanto, a empresa ainda está atrás do fôlego perdido.

Antes líder do mercado global de celulares inteligentes, agora ela amarga o quarto lugar, atrás dos líderes Android e iOS, disputando fatias menores com a Microsoft, que já está com a medalha de bronze.

No quesito tablets, por outro lado, concorrentes no segmento corporativo como HP - que abandonou, mas depois voltou - e Dell ainda não deixaram de apostar suas fichas, um pensamento bem diferente do que pensa Thorsten Heins.

"Daqui a cinco anos não imagino que haverá razões para as pessoas comprarem tablets. Talvez uma tela grande no escritório, mas não um tablet. Eles não são um bom modelo de negócios", disparou o executivo, em entrevista à Bloomberg.

Segundo analistas, a declaração de Heins faz sentido do ponto de vista da Blackberry, que estrategicamente não quer negócio com tablets. Se o produto vai morrer mesmo, começaram matando o seu próprio.

Já na concorrência, o mercado de tablets vai bem, obrigado. Embora a concorrência - dividida entre pesos pesados como Samsung, Apple e Amazon - seja alta, os números de venda também são.

No primeiro trimestre de 2013, segundo números do IDC, foram vendidos cerca de 17,5 milhões de tablets nos Estados Unidos.