Rua em Havana. Foto: Pixabay.

A Etecsa, estatal de telecomunicações cubana, começou a oferecer planos de telecomunicações 3G na ilha.

Um plano de dados 4 GB custa o equivalente a US$ 45 por mês. Inicialmente, o serviço está sendo oferecido para autoridades e jornalistas de agências de notícias.

A ideia é que os 5 milhões de cubanos que têm contas de celular (um pouco menos de metade da população), possam  contratar o serviço até o final do ano. 

O preço, no entanto, promete ser um impeditivo. O salário médio de um cubano é de US$ 30 por mês.  

A iniciativa faz parte do plano do presidente Miguel Diaz-Canel, o primeiro em mais de seis décadas a comandar o país sem fazer parte da família Castro, para melhorar a economia local. 

Até 2013, só era possível acessar a internet em Cuba em hotéis para estrangeiros. Depois, passou a ser possível o acesso em pontos públicos de Wi-Fi por meio de cartões de acesso que cobravam US$ 1,50 por uma hora de acesso à internet. 

A banda larga fixa só chega a 11 mil lares cubanos. 

O Japão foi o primeiro país a migrar para o 3G, em 2006. Hoje em dia, a maior parte da América Latina já completou sua transição para o 4G e operadoras de países desenvolvidos já fazem testes com o novo padrão 5G.