ANP terá robô para recepção e armazenamento de todos os dados gerados pela indústria do petróleo. Foto: Arquivo/ANP.

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) conta com tecnologia da IBM para o lançamento de um robô batizado de Hermes, que atua na recepção e armazenamento de todos os dados gerados pela indústria do petróleo em território brasileiro. 

As soluções da IBM adotadas envolvem armazenamento, gestão e orquestração de dados. 

Com a plataforma, a ANP busca diminuição dos custos com pesquisas de dados de exploração e produção, além de mais velocidade na entrega das informações para as empresas usuárias do Banco de Dados de Exploração e Produção da ANP (BDEP).

A tecnologia, baseada em software defined storage e que comporta mais de 40 petabytes em armazenamento, é oferecida em nuvem privada. A solução faz toda a gestão do dado, migrando-o entre mídias como flash ou storage tradicionais (cartuchos de fitas em robôs) sem impacto para quem acessa as informações. 

"Antes, todo o processo de procura, montagem e cadastro de uma fita de armazenamento com informações sísmicas e de digitais de poços, por exemplo, levava em média 20 dias. Com as novas tecnologias IBM os clientes da ANP agora podem acessar a plataforma e extrair os dados sísmicos em apenas alguns minutos", explica Rafael Vicente, especialista em vendas de armazenamento na IBM Brasil.

Com a tecnologia, a ANP já avalia enviar diretamente os dados das empresas operadoras de áreas para exploração e produção e das empresas de aquisição de dados, por meio de links dedicados.

A relação da IBM com o segmento de óleo & gás é antiga no Brasil. Em 2010, a empresa abriu um Centro de Soluções para Recursos Naturais (NRSC) no Rio de Janeiro, até então o terceiro centro de excelência da companhia no mundo com foco em petróleo e gás.

Depois, em 2014, o espaço foi ampliado para se tornar um Client Center (ICC) da IBM, espaço para demonstração de soluções que aliam recursos de big data, computação em nuvem, interfaces inteligentes, entre outras. 

Com investimento de R$ 1 milhão, o ambiente passou a atender, além do setor de recursos naturais, segmentos como varejo, telecomunicações, energia e finanças.