Telmo Costa. Foto: divulgação.

O Grupo Meta acaba de investir US$ 1 milhão na abertura de uma filial em Miami através da qual pretende alavancar negócios tanto com empresas brasileiras nos Estados Unidos como com as matrizes das multinacionais que atende no Brasil.

A nova filial oferecerá todo o porfólio de produtos da Meta, incluindo serviços SAP, consultoria, outsourcing, serviços de gerenciamento de aplicações e fábrica de software.

O objetivo da Meta é obter na nova operação 15% da receita total da companhia em três anos. A operação é comandada por Rodrigo Schmitz, um profissional com 12 anos de Meta que fez quase toda sua carreira na companhia.

A empresa não abre valores de faturamento, mas é um player de porte na TI brasileira, com cerca de 300 clientes ativos, 1,5 mil funcionários e operações no Rio Grande do Sul, onde fica sediada em São Leopoldo, na região metropolitana de Porto Alegre, São Paulo, Paraná e Rio de Janeiro.

“Essa não é uma movimentação oportunista da nossa parte. Estamos planejando a internacionalização da companhia faz algum tempo”, aponta Telmo Costa, Presidente e CEO do Grupo Meta.

Nos últimos anos, a Meta vem reforçando o time com executivos com experiência internacional como português Antonio Andrade, ex-diretor de ERPs da Indra, e o irlandês Brendan O'Brien, ex-SAP Irlanda, contratados para os cargos de diretor de Serviços SAP e Arquiteto de Soluções SAP Sênior.

Além disso, a empresa também inaugurou em 2013 um centro de excelência em tecnologia da SAP na localidade de Restinga Seca, município na região de Santa Maria, cidade no centro do Rio Grande do Sul distante 290 km da capital.

Foram investidos R$ 5 milhões no prédio, onde hoje já trabalham mais de 110 funcionários. Boa parte deles vem da Antonio Meneghetti Faculdade, localizada ao lado.  A capacidade total do prédio é de 350 pessoas.

De acordo com Costa, a turno over no centro é “mínimo”, o que gera para a empresa a possibilidade de trabalhar na formação com “cultura da Meta”. A establibidade é também uma peça importante do plano de prestação de serviços offshore para os Estados Unidos.

Além de toda a preparação interna para a tacada internacional, a verdade é que a Meta está fazendo seu investimento nos Estados Unidos em um momento extremamente favorável, com o dólar girando ao redor de R$ 4 e a maioria dos analistas prevendo um futuro com a moeda americana girando na casa dos R$ 3.

“Temos qualidade, preço competitivo e até um fuso horário favorável. As condições são ótimas”, conclui Costa.