Fábrica da Produza em Florianópolis. Foto: divulgação.

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A catarinense Produza, montadora de componentes e sistemas eletrônicos integrados, anunciou um crescimento de 10% em relação a 2013, um índice na contramão do mercado, que registrou uma queda de 3%, segundo dados da Abinee.

Para a empresa, o resultado positivo da empresa neste ano, que deve encerrar com faturamento de R$ 10,5 milhões, deve-se à consolidação do modelo de terceirização de partes do processo industrial para produtos de alta tecnologia.

Apesar do número positivo, a empresa fecha o ano com um crescimento abaixo da expectativa, que previa um aumento de 40% em sua receita. 

Recentemente, a empresa teve financiamento de R$ 1,3 milhão (30% deste total com recursos próprios) aprovado junto ao BNDES para investimento aquisição de máquinas e P&D, mas parte dos recursos também será destinada a treinamento, aquisição de softwares, marketing e vendas.

"Mesmo assim, tivemos um ano bastante positivo, com uma demanda acima do normal nos últimos meses, resultado talvez da estagnação sentida no começo do segundo semestre", avalia Luiz Antonio Pistoni, diretor presidente da Produza.

Para Pistoni, 2015 deverá marcar uma de retomada suave na produção industrial, especialmente no setor eletroeletrônico brasileiro - para o próximo ano, ele aposta em um crescimento da Produza entre 10% e 15%.

Sediada em Florianópolis e parceira da Fundação Certi, atualmente a Produza conta com 55 funcionários, responsáveis por uma produção mensal de 1,7 milhão de chips. Entre os principais clientes estão empresas de tecnologia para o setor elétrico, telecomunicações, agricultura de precisão, equipamentos médicos, entre outros.

Entre as principais clientes da Produza estão a catarinense Reason S.A., recentemente comprada pela Alstom Grid, a gaúcha Stara, especializada em soluções agrícolas, e o consórcio TBK, com sede no Recife, que fornece sistemas de rastreamento para caminhões-pipa que abastecem o semiárido nordestino.