Sandro Nhaia e Vinicius Gusmão, fundadores da MedRoom. Foto: divulgação.

O Hospital Alemão Oswaldo Cruz, de São Paulo, vai usar a solução de realidade virtual da startup MedRoom, uma startup focada no segmento de educação que usa VR e conceitos de gamificação.

Por meio do Centro de Inovação e Educação em Saúde da instituição, a ferramenta será usada no ensino de estudantes de cursos técnicos e tecnológicos, graduação e pós-graduação da área médica e multiprofissional de saúde.

Na prática, será feita a exploração do corpo humano em 3D em aulas de anatomia e fisiologia, visualizado com realismo todas as partes do ser humano sem a necessidade do uso de cadáveres. 

Além disso, a estrutura interna de cada órgão pode ser ampliada, sistemas e órgãos podem ser isolados e examinados de qualquer ângulo.

“A incorporação da tecnologia exemplifica a busca da instituição em trazer um leque de possibilidades para enriquecimento da experiência do aluno, aliada à tecnologia, e agora por meio de uma metodologia tão ativa, dinâmica e imersiva”, explica Gustavo Faibischew Prado, gerente de inovação e educação médica do Hospital Alemão Oswaldo Cruz.

O hospital também pretende aumentar o acesso à realidade virtual da MedRoom por meio da produção conjunta de um escape game com temática de saúde. Neste tipo de jogo, o participante está imerso em um espaço e precisa solucionar charadas para sair.

“A realidade virtual ajuda na concentração, na visualização e no entendimento do corpo humano. Por isso, estamos muito animados de estar em um centro referência como o do Hospital Alemão Oswaldo Cruz e com os produtos que iremos desenvolver futuramente com a Instituição”, ressalta Vinícius Gusmão, cofundador e CEO da MedRoom.

Outra possibilidade é integrar a solução a consoles de videogame para ampliar o acesso de professores, alunos e profissionais da saúde ao produto.

Presente em outras sete faculdades brasileiras, a MedRoom também está em duas no México e uma no Paraguai.

Com 122 anos, o Hospital Alemão Oswaldo Cruz é um dos maiores centros hospitalares da América Latina, com um corpo clínico formado por mais de 3,9 mil médicos.

Sua capacidade total instalada é de 805 leitos, sendo 582 deles na saúde privada e 223 no âmbito público. 

Desde 2008, atua também na área pública como um dos cinco hospitais de excelência do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (Proadi-SUS) do Ministério da Saúde.